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Estudo relaciona ronco alto a maior chance de morte
Um estudo da Universidade de Johns Hopkins, nos Estados
Unidos, relacionou sintomas como ronco alto e sono
difícil a uma menor expectativa de vida. Em qualquer
idade, indivíduos que apresentam sérias dificuldades
para respirar durante o sono têm 50% a mais de chances
de morrer antes que alguém da mesma idade que não sofre
das mesmas condições.
Entre homens de 40 a 70 anos, o aumento do risco é ainda
maior: esses sintomas podem indicar o dobro de chances
de uma morte prematura para a mesma faixa de idade,
afirmaram os pesquisadores. O estudo, publicado na
revista científica online Public Library of Science (PLoS),
de acesso gratuito, acompanhou mais de 6,4 mil homens e
mulheres durante oito anos.
Estudos anteriores já apontavam uma relação entre o
ronco alto, principal evidência das chamadas apneia e
hipopneia - o fechamento total ou parcial das vias
respiratórias durante o sono, respectivamente -, e a
redução da expectativa de vida, sobretudo por razões
cardíacas. Essa é o primeiro grande estudo a estabelecer
esta conexão.
Segundo os pesquisadores, um em cada quatro homens e uma
em cada dez mulheres têm problemas para respirar quando
dormem, em casos que na maioria das vezes não são
diagnosticados. Além de roncar alto, indivíduos afetados
por estes problemas podem também se engasgar durante o
sono e apresentar sonolência no dia seguinte.
Complicações
O bloqueio das vias respiratórias normalmente ocorre por
conta do relaxamento da musculatura do palato superior,
mas, em alguns casos, pode estar ligado a razões de
anatomia. "Essas interrupções reduzem o nível de
oxigênio no sangue e, como resultado, os indivíduos
afetados são regulamente despertados de seu sono
profundo à medida que se debatem para respirar",
afirmaram os pesquisadores.
A pesquisa observou um aumento na prevalência de
hipertensão, diabetes e doenças cardiovasculares em
indivíduos com apneia moderada ou grave.
Os pesquisadores notaram ainda uma maior associação
entre mortes e doenças da artéria coronária entre os
homens que participaram da pesquisa. Para o coordenador
do estudo, Naresh Punjabi, o tema é "sério" e requer
mais pesquisas para explorar a relação entre as doenças
do coração e os problemas de sono.
"Essas conclusões sugerem a realização de testes
clínicos para avaliar se um tratamento pode reduzir o
elevado risco de morte que parece estar associado a esta
disfunção comum", afirmou. O tratamento de apneia inclui
mudanças no estilo de vida, como a perda de peso - já
que o excesso de gordura ao redor do pescoço favorece o
bloqueio das vias respiratórias na região - e a
interrupção do fumo.
Dependendo da gravidade das condições, as soluções
indicadas podem variar de um aparelho para mudar a
posição da mandíbula e permitir a passagem do ar até a
utilização de uma máquina para bombear ar na região do
palato, e até operação. |
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