Cobaia humana de nova droga contra
câncer no cérebro, é britânico
Um britânico de 21 anos que há dois meses descobriu que
tem um câncer no cérebro será o primeiro paciente a
testar um novo medicamento contra esse tipo de tumor.
Calum Elliot, será medicado com uma droga ainda em fase
experimental chamada IMA950. Ela é indicada para pessoas
que foram diagnosticas há pouco tempo com glioblastoma -
a forma mas agressiva de câncer no cérebro.
O tratamento para esse tipo de tumor normalmente envolve
cirurgia, seguida de radioterapia e quimioterapia. Ainda
assim, o glioblastoma é difícil de ser tratado. O
oncologista que acompanha o jovem, Allan James, explicou
que o remédio ajuda o corpo a se recuperar, treinando o
sistema imunológico a reconhecer e destruir células
cancerígenas que formam o tumor cerebral.
Para o médico, a droga não pode ser considerada a cura
para o câncer cerebral, mas sim um grande avanço no
tratamento da doença. "É um passo importante que pode
ajudar a controlar esses tumores em muitos outros
pacientes e permitir que eles vivam por muito mais
tempo", afirmou James.
Injeções
Cerca de 45 pessoas vão participar dos testes, no
hospital Beatson Cancer Centre, em Glasgow, na Escócia.
Na primeira fase, os cobaias vão tomar 11 injeções de
IMA950 durante seis meses. Em entrevista à BBC, Elliot
disse que está animado com o tratamento. "As injeções
podem arder por até dez minutos, mas eu vou aguentar a
dor se ela me ajudar a melhorar", disse o jovem. "E
provavelmente estou ajudando outras pessoas, porque elas
tiverem a chance de passar por esse tratamento já sabem
o que esperar."
Elliot contou que antes de ser diagnosticado com câncer,
ele passou um ano e meio sendo tratado por epilepsia.
Depois de tomar uma série de remédios, sem que nenhum
surtisse efeito, ele passou por uma nova bateria de
exames. Foi então que os médicos descobriram que ele
tinha um glioblastoma. "Fiquei em choque, arrasado",
disse Elliot.
"Os primeiros dias foram os mais difíceis. Contei para
minha família e para meus amigos mais próximos." Apesar
de já estar fazendo radioterapia, Elliot vem tentando
ter uma vida semelhante à que tinha antes de ser
diagnosticado com câncer. "Quando recebi a notícia,
fiquei paranoico, achando que as pessoas iam me tratar
de maneira diferente", afirmou. "Mas quando meus amigos
vêm me visitar, continua tudo igual, você nem diz que
tem algo errado comigo."