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"Low profile", Santiago não é Buenos Aires



Primeira lição: Santiago do Chile não é Buenos Aires. Apesar de todas as semelhanças que se possam buscar nas duas mais européias metrópoles sul-americanas. A capital argentina é mais ostensiva, falada, cantada e visitada. Já a capital chilena é mais sutil --"low profile", tal como os chilenos.

E isso exige um turista mais atento aos detalhes. Santiago, pulsante e cativante à sua maneira, é daquelas cidades que dias depois você sairá dizendo: "Eu moraria aqui facilmente!"

Priscila Pastre-Rossi/Folha Imagem

Fachada da catedral de Santiago, igreja muito visitada que se localiza na plaza de Armas, no centro da capital chilena


Para esse mergulho, comece pelos pontos turísticos tradicionais. Com quatro a cinco horas, você vai dar conta deles. O ideal é começar pela manhã, pelo palácio de La Moneda, tradicional sede do governo do Chile. Agende-se para chegar entre 9h30 e 10h.

Se estiver hospedado na região central de Santiago, vá a pé. Se estiver para os lados de Providencia/Las Condes, a dica é usar o metrô e descer em La Moneda (o bilhete adulto custa 380 pesos; R$ 1,20).

Inevitável estar junto desse imponente palácio de governo de estilo eclético, do início do século 19, e não se lembrar do golpe de Estado e dos ataques aéreos sofridos pelo então presidente Salvador Allende, em setembro de 1973. Dali, Allende só saiu morto, dando início à violenta ditadura do general Augusto Pinochet.

Arquitetura do poder

Na parte da frente do palácio de La Moneda fica a bonita plaza de la Constitución. Dois quarteirões acima, o Tribunal de Justiça e o antigo Congresso Nacional. A dica é fazer todo esse trajeto caminhando. O centro histórico de Santiago é limpo e muito bem policiado.

Entre à direita e ande outros dois quarteirões até a plaza de Armas. Espécie de berço de Santiago do Chile, a região tem como parada obrigatória a ancestral catedral metropolitana.

O edifício atual começou a ser erguido há pouco mais de 260 anos, em 1747, depois que três terremotos e um incêndio provocado por ataque de nativos destruíram as quatro primeiras versões da igreja. Dentro da catedral fica um pequeno museu de arte sacra.

Os principais museus locais, aliás, estão todos na região central. Se tiver tempo, visite pelo menos dois deles --o museu de Santiago e o de Arte Pré-Colombiana.

O primeiro está instalado na chamada Casa Colorada, prédio de 1769 e mais bem conservado endereço colonial da capital chilena. Seu pequeno acervo mostra a história da cidade.

Se o tempo for curto, visite apenas o Museu Chileno de Arte Pré-Colombiana (www.precolombino.cl). Aberto em 1981, possui um admirável arsenal de objetos de diversos povos habitantes do continente antes da chegada dos europeus.

Entre os itens mais dignos das interjeições dos visitantes estão as pequenas múmias e uma coleção de utensílios domésticos e decorativos de mais de 4.000 anos. Tanto um quanto outro museus estão a cinco minutos a pé da plaza de Armas.

 

 

 

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