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Croácia, Eslovênia e Sérvia mostram outro lado da Europa
FERNANDA CALGARO
da Revista da Folha
Cansado de disputar um espaço entre as centenas de turistas
que se espremem com uma moeda na mão diante da Fontana de
Trevi? Ou de aguardar horas a fio nas imensas filas para
subir na torre Eiffel?
Repúblicas da extinta Iugoslávia, como Croácia e Eslovênia,
vêm se firmando como destinos atraentes por dois motivos
principais: preço em conta e ausência de multidões de
visitantes.
Caio Vilela/Folha Imagem

Hvar é aclamada como a nova Ibiza dos europeus e pode ser
alcançada por barcos que partem da cidade de Split
Ainda na região, outro lugar que reserva surpresas
interessantes é Belgrado, capital da Sérvia.
O grande atrativo da Croácia, que tem o curioso formato de
ferradura, é o litoral recortado, banhado pelas águas do
Adriático e repleto de ilhas (mais de mil), baías e
penínsulas que não ficam nada atrás da costa grega.
Na região da Dalmácia, está a imperdível Dubrovnik, ou a
pérola do Adriático. A cidade antiga, murada, é considerada
patrimônio cultural da humanidade pela Unesco. Duzentos
quilômetros ao norte, ou quatro horas e meia de distância,
tempo que o ônibus leva para percorrer todas as ranhuras
sinuosas do litoral acidentado, Split encanta pela beleza e
história. Majestoso, o palácio de Diocleciano (também
tombado pela Unesco) é o principal atrativo. Split é ponto
de partida de barcos para as principais ilhas da região e
passagem para a capital, Zagreb.
A vizinha Eslovênia tem mais semelhanças com os países da
Europa Central do que com seus irmãos dos Bálcãs. Com um
detalhe: ao alcance do bolso por uma fração do preço, apesar
de ter sido incorporada à União Européia em 2004. No
primeiro semestre de 2008, estará em suas mãos a presidência
rotativa do bloco.
Caminhar pelo centro de Liubliana, a capital, lembra as ruas
de Praga, sem o inconveniente dos grupos de turistas.
Conserva o charme de uma cidade do Leste Europeu, com
arquitetura esplendorosa.
Caio Vilela/Folha Imagem

Zagreb é a capital e a maior cidade da Croácia, cujos
números relacionados ao turismo vêm crescendo constantemente
Dos três, a Sérvia é o país onde a infra-estrutura para o
turismo está menos desenvolvida e que tem mais presentes as
marcas da crise econômica resultante do fim da Iugoslávia.
Apesar de extremamente limpa e ordenada, a capital Belgrado
tem um ar um tanto decadente, com seus carros antigos e
fachadas cinzas. As marcas dos ataques da Otan (Organização
do Tratado do Atlântico Norte), em 1999, para forçar o então
presidente Slobodan Milosevic a retirar suas forças de
Kosovo, são visíveis em alguns prédios, abandonados após
virarem escombros com os bombardeios. Mesmo assim, é uma
cidade bastante agradável. Sem falar nos cafés, bares e nos
baixos custos.
Conheça algumas regiões na Croácia:
Zagreb
Os desenhos coloridos que cobrem o telhado da igreja de São
Marcos talvez sejam os mais retratados em cartões-postais da
capital croata. A igreja fica na parte alta, alcançada por
um funicular. Em três horas, é possível conhecer o centro,
com o gostinho de parar, observar e viajar.
Caio Vilela/Folha Imagem

Cidade antiga de Dubrovnik é circundada por muralha com ar
medieval de onde se avistam os telhados e o mar azul da
Croácia
Dubrovnik
Do alto da muralha que circunda a cidade antiga, os olhos se
perdem na imensidão de telhados de cor vermelha, simétricos
sem ser monótonos. A caminhada pelos muros, com seus degraus
que sobem e descem, ora afilam, ora alargam, feita sem
pressa, pode levar mais de uma hora. Para onde olha, o
visitante certamente se encantará: as ondas de água salgada
rebentam contra o paredão; as vielas da cidade murada se
transformam em corredores cheios de vida. Vague sem rumo
pelas ruazinhas de arquitetura medieval e descubra
restaurantes, cafés e lojinhas mais escondidos, freqüentados
pelos nativos.
Hvar
A paradisíaca Hvar, aclamada como a nova Ibiza dos europeus,
e outras ilhas da região são alcançadas por barcos que
partem da cidade de Split. O porto chegou a ser o principal
da Iugoslávia na época do bloco comunista. Hoje, ainda
conserva sua importância. Em Split, a atração é o palácio de
Diocleciano, erguido pelo imperador romano de mesmo nome há
mais de 1.700 anos. As ruínas conservadas dão idéia de sua
grandiosidade.
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