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Em parque, tobogã de gelo esfria e aeróbica polar aquece
O parque Mundo do Gelo e da Neve ocupa uma área de 200 mil
metros quadrados, mais do que oito campos de futebol. As
esculturas foram feitas em 16 dias, com 120 mil metros
cúbicos de gelo e 100 mil metros cúbicos de neve.
O ingresso para entrar no recinto frigorífico custa 150
yuans (R$ 50). O lugar é menos uma área de exposição e mais
um parque de diversões.
Boa parte das construções tem tobogãs de gelo, por onde os
turistas deslizam sem se importar com o congelamento da
região dos glúteos.
Divulgação
No nordeste da China, perto da fronteira com a Rússia,
Harbin fatura com o inverno em que a temperatura pode chegar
aos -38º C
Há tendas em forma de iglu, com calefação, onde o turista
pode se refazer do frio e sentir um calorzinho antes de
voltar à realidade do ar livre.
Sob - 20º C, o melhor é se sacudir --e o lugar mais agitado
do parque é uma pista de dança, animada por sucessos
technopop dos anos 90, onde turistas mais pulam do que
dançam para afugentar o frio.
Dançarinas em cima de cubos de gelo se requebram ao som do "poperô"
e ensinam coreografias da aeróbica polar.
Outro bailado no meio do parque ocupa um teatro chamado de
Grande Parque do Vento e da Pureza Mundial. Nele, bailarinas
russas dançam cancã e dão novo significado ao conceito de
pureza.
Por todos os lados, o jeito é deslizar. Na entrada do
parque, há neve falsa para facilitar a circulação dos
turistas, mas, em boa parte do recinto, nem as botas impedem
escorregões por todos os lados.
Para se proteger do vento constante, alguns turistas usam um
capuz que cobre toda a cabeça, deixando apenas olhos, nariz
e boca à mostra.
A aparência é de terrorista ou de guerreiro ninja, mas
garante mais alguns minutos no frio antes que os cílios
também congelem.
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