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Conheça a Ilha de Páscoa antes que ela
suma do mapa
A Ilha de Páscoa é território livre de contaminação do
ar. O nome originário da ilha, em idioma Rapa Nui, é Te
Pito o Te Henua, e significa nada mais nem nada menos
que "Umbigo do Mundo". De fato, os locais não gostam da
palavra pasquense. Eles preferem o termo Rapa Nui e o
usam para designar sua língua, a ilha, a si próprios, e
a praticamente tudo o que envolve sua cultura. Falam da
comida rapanui, da beleza rapanui, da terra rapanui ou
deles mesmos, os rapanui.

Fala-se da energia e dos mistérios guardados neste
triângulo de 23 quilômetros de comprimento na base, por
15 e 16 quilômetros de lado. Toda Rapa Nui cabe na
metade da Ilha Bela. Grupos de místicos chegam até aqui
para carregar as baterias, e a região inspirou dúzias de
livros, filmes e até seitas religiosas.O primeiro a
falar dos mistérios e da energia mística da cultura Rapa
Nui foi o aventureiro e navegante norueguês Thor
Heyerdalh, já falecido, no seu livro Aku Aku. Para
descobrir as energias da ilha basta ir até o sitio de Te
Pito Kura com uma bússola: no local há uma pedra quase
redonda com mais de meio metro de diâmetro, que possui
um magnetismo tão poderoso que a bússola simplesmente
perde o rumo e gira sem norte. Outros pontos de energia,
ou mana em língua rapanui são o ahu ou altar cerimonial
dos sete moai de Akivi, a pedra oval de Tepito Kura, a
caverna de Te Pahu, e um ponto específico no monte
Terevaka, o mais alto da ilha.
Houve também teorias que defenderam a presença de
extraterrestres na ilha num passado não tão distante.
Isso explicaria a construção e o traslado das enormes
figuras de pedra que há espalhadas por toda a ilha, os
misteriosos moai. De fato, eles impressionam. Como, por
quê e para quê foram erigidas essas 887 figuras? E como
uma mole de pedra que pode pesar 80 toneladas e mais,
percorreu distâncias de até 20 quilômetros sem sofrer
nenhum atrito aparente?
O vulcão Rano Raraku foi o canteiro de obras onde os
antigos Rapa Nui realizaram seu trabalho megalítico. De
suas paredes saíram as figuras previamente esculpidas, e
isso se percebe não só pelos espaços vazios mas
principalmente pelos moai que ainda dormem em suas
encostas. Talvez o visitante não fique tão impressionado
ao passar ao lado do que há na trilha, mas é bom saber
que eles estão enterrados e só vemos sua cabeça. Se
quiser ter a visão real de uma figura inteira, há dois
que devem ser visitados. O primeiro é um que está do
lado direito do vulcão, ainda sem ser arrancado da
rocha. O outro, e mais famoso, é o gigante que dorme na
encosta leste a poucos metros do anterior, caminhando à
esquerda. Tem 23 metros de comprimento, e seu peso é
estimado em 400 toneladas.
Os moai estão geralmente instalados em plataformas de
pedra, e esse conjunto arquitetônico leva o nome de ahu.
Há dois que merecem uma visita. O maior de todos é o ahu
Tongariki, com 15 estátuas, no setor leste da ilha. Ele
foi recentemente reconstruído com muito trabalho e a
ajuda inestimável de um guindaste poderosíssimo. As
figuras tombaram depois de que um tsunami, ocorrido o 22
de maio de 1960, passara pela ilha com ondas de 12
metros. Ele foi produzido pelo maior terremoto-maremoto
que houve no Chile, considerado a maior cataclismo na
história recente da Terra. Vendo hoje essas imensas
estatuas em pé, dá para imaginar o poder da onda que
varreu o lugar nesse dia de maio. Outro ahu interessante
é o de Akivi, com cabalísticos sete moai. Dizem que ele
possui muita energia e, além desse lado
místico-energético, é o único que tem as figuras olhando
para o mar.
Depois de se maravilhar com as figuras de pedra, é bom
descobrir os outros atrativos da ilha. A cratera do
vulcão Rano Kau é o lugar mais impressionante, com seu
1,5 quilômetro de diâmetro e seus 200 metros de
profundidade. No fundo há centos de lagoas de água doce.
No extremo sudoeste da cratera e numa estreitíssima
planície se encontra a aldeia cerimonial de Orongo.
Conta-se que Thor Heyerdalh descobriu em Orongo um
observatório solar, que marca com precisão os equinócios
de inverno e verão.
Merecem uma visita as praias de Anakena ou Ovahe, as
únicas de Rapa Nui. A primeira é maior, com areia fina e
branca, águas tranquilas, cristalinas e ligeiramente
mornas. A pequena baia está protegida por coqueiros e há
uma área de piquenique, com mesas e banheiros. É um bom
lugar para passar a tarde e, mesmo em alta temporada, a
praia nunca fica cheia. Já Ovahe deve ser visitada bem
cedinho de manhã, porque o sol bate bem até meio-dia.
Depois, a alta parede de rocha vermelha que protege suas
costas faz sombra e a pequena prainha perde grande parte
de seu encanto. Suas areias são cor de rosa e não é
aconselhável tomar banho alem das ondas, por causa da
forte ressaca e das muitas rochas ocultas embaixo d´agua.
Ovahe vale pelo seu visual.
Um outro ponto para não se perder é a paisagem em 360
graus do Pacifico que permite o monte Terevaka, o mais
alto da ilha. Tem-se a impressão de perceber a curvatura
da Terra. Chega-se num jeep 4x4: o caminho é tortuoso ,
mas vale a pena ir até lá. Dentro dos passeios
obrigatórios está o por do sol visto desde o ahu Tahai,
perto do povoado de Hanga Roa.
Opine pela inteligência (
"PLANTE UMA ÁRVORE
NATIVA")
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