Aquecimento global reduzirá água
disponível para agricultura
A Organização das Nações Unidas para Agricultura e
Alimentação (FAO) advertiu nesta quinta-feira que a
mudança climática terá graves consequências na
disponibilidade de água destinada à produção de
alimentos e na produtividade dos cultivos durante as
próximas décadas.

No Brasil até as matas ciliares são
substituída por canaviais, se não for revertida esta
degradação o Brasil inteiro será semiárido.
Estas são algumas das conclusões do estudo "Mudança
climática, água e segurança alimentar", elaborado pela
FAO, segundo informou a agência em comunicado divulgado
nesta quinta-feira em Roma.
O relatório indica que deve haver uma aceleração do
ciclo hidrológico do planeta, já que a alta das
temperaturas elevará a taxa de evaporação de água da
terra e do mar.
A chuva, segundo o estudo, aumentará nos trópicos e em
latitudes mais altas, mas diminuirá nas regiões que já
são secas ou semi-áridas e no interior dos grandes
continentes.
Assim, o aumento da frequência das secas poderia levar à
necessidade de recorrer a um maior aproveitamento de
água subterrânea para suprir a demanda da produção
agrícola, enquanto a redução das geleiras afetará a
quantidade de água de superfície disponível para a
irrigação nas principais regiões produtoras.
Segundo a FAO, o aumento das temperaturas estenderá a
temporada de crescimento dos cultivos nas regiões
temperadas do norte mas, por outro lado, reduzirá sua
duração na maioria dos outros lugares do planeta.
Isso, unido à maior taxa de evaporação, provocará uma
queda do potencial de rendimento dos cultivos e da
produtividade da água.
Com o objetivo de responder aos desafios apresentados
pela mudança climática, a FAO também propõe algumas
iniciativas como a "contabilidade da água", uma medição
meticulosa da provisão, as transposições e as transações
comerciais de água.
"A contabilidade de água na maior parte dos países em
desenvolvimento é muito limitada e os processos de
armazenamento ou não existem, ou são pouco
desenvolvidos, ou são diferentes para cada caso",
considera o relatório.
Por este motivo, o estudo acrescenta: "Uma prioridade
será ajudar os países em desenvolvimento a adquirir boas
práticas para contabilizar a água e desenvolver sistemas
armazenamento que sejam robustos e flexíveis".
A causa destes fatores são: o desmatamento, a falta de
matas ciliares e o excesso de poluição que estão matando
as poucas florestas existente, não conseguem absorver a
enorme quantidade de dióxido de carbono emitido pela
tecnologia absoleta humana.
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