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Noticias do
Aquecimento Global
As ilhas vulneráveis com o clima cobram acordo dos
países poluidores
Ilhas-Estado insulares mais vulneráveis ao aquecimento
global atacaram os países ricos por quererem adiar um
novo pacto climático internacional para alguns anos após
o encerramento do Protocolo de Kyoto sobre a redução das
emissões de carbono, em 2012.

Ilhas japonesas, entre outras ilhas pelo
mundo desaparecerão com o derretimento das calotas
polares.
A Aliança das Pequenas Ilhas-Estado Insulares (AOSIS, na
sigla em inglês), formada por 42 membros, disse que
países como o Japão e a Rússia foram "imprudentes e
irresponsáveis" por pedirem o adiamento na adoção de um
novo acordo internacional até 2018 ou 2020, poucas
semanas antes do início de uma cúpula da Organização das
Nações Unidas (ONU) sobre o clima em Durban, na África
do Sul.
"Se permitirmos que isso aconteça, os problemas do
aquecimento global vão piorar e o impacto em um país
como Granada será devastador", disse Joseph Gilbert,
ministro de meio ambiente de Granada e atual presidente
da AOSIS, em um comunicado. "Nós, portanto, não podemos
continuar a adiar a tomada de decisões para 2018 ou
2020, já que não haverá tempo suficiente para que os
países tomem medidas", disse.
Se os governos não conseguirem chegar a um pacto que
estabeleça metas climáticas rígidas, os pequenos países
insulares do Caribe, Pacífico, África e outros lugares
vão ficar ainda mais expostos a graves secas, aumento
dos níveis dos mares e furacões mais fortes, como
resultado da mudança climática, afirmou Gilbert.
A AOSIS disse que um grande número de países
desenvolvidos e em desenvolvimento também quer um acordo
sobre o clima antes do final de 2012 e pede que esse
calendário seja acordado na cúpula do clima em Durban.
Representantes de mais de 190 países vão se reunir na
cidade sul-africana de 28 de novembro a 9 de dezembro
para retomar as negociações climáticas, mas um acordo
legalmente vinculante para reduzir as emissões de CO2
parece improvável e o impasse pode levar vários anos
devido a profundas divisões entre nações ricas e pobres.
Divisões de Kyoto
O Protocolo de Kyoto, de 1997, abrange apenas as
emissões dos países ricos que produzem menos de um terço
da poluição do carbono da humanidade e sua primeira fase
expira no final de 2012. Nações mais pobres querem que o
acordo seja estendido, enquanto muitos países ricos
dizem que um pacto mais amplo é necessário para incluir
todos os grandes poluidores.
Rússia, Japão, Canadá e outros disseram que não irão se
inscrever para um segundo período de compromisso a menos
que inclua todos os principais emissores, entre os quais
países emergentes como China e Índia. Há dois anos as
nações industrializadas definiram o aquecimento de dois
graus Celsius como o limite máximo para evitar
alterações climáticas perigosas, incluindo mais
inundações, secas e elevação dos mares. Alguns
especialistas dizem que um limite de 1,5 grau seria mais
seguro.
Cientistas afirmam que as emissões de carbono precisam
ser cortadas em 80% a 95% até 2050 para manter os níveis
de aquecimento razoavelmente seguros. Isso é bem acima
do compromisso coletivo dos países desenvolvidos para
uma redução de 5,2% a partir dos níveis de 1990 durante
a primeira fase de Kyoto, e bem acima da meta atualmente
proposta pelos países desenvolvidos.
O presidente da AOSIS cobrou que os países desenvolvidos
não reneguem seu compromisso legal e "responsabilidade
histórica" de se comprometerem com novas metas sob o
Protocolo de Kyoto após 2012. Caso contrário, ele disse:
"O que isto vai fazer é estragar o Protocolo de Kyoto,
destruir o mercado de carbono internacional e minar a
credibilidade do regime climático internacional
juridicamente vinculante que o mundo levou mais de 20
anos para construir."
Os créditos de carbono referenciados pela ONU foram
negociados no nível mais baixo de todos os tempos, a
6,35 euros (US$ 8,76), nesta quinta-feira, antes de se
recuperarem um pouco.
Novo sistema de governo (inventado), é (Apolítico),
ou seja, sem políticos. Veja no site
http://sfbbrasil.org
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