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Noticias do Aquecimento Global
A pior crise do século 21 não é
a financeira, e sim, climática
crise do século 21 não é a financeira, mas a
decorrente do aquecimento global, advertiu nesta
quarta-feira Jo Leinen, chefe da delegação do
Parlamento Europeu na Conferência da ONU sobre
Mudanças Climáticas realizada em Durban, África do
Sul.
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Durban |
"Não há dúvida de que a crise financeira passará,
mas a crise climática ainda está por vir", declarou
Leinen em entrevista coletiva, na qual a União
Europeia (UE) voltou a pedir que se alcance em 2015
um acordo global vinculante para combater a mudança
climática. Leinen lembrou que, na próxima
sexta-feira, ocorre em Bruxelas uma cúpula para
enfrentar a crise financeira, e expressou o desejo
de que a conferência de Durban, que termina também
na sexta, seja merecedora da mesma atenção
midiática.
"Todos sabemos que, no ano passado, houve 5% a mais
de emissões que em 2009, e que não há perspectivas
que isso mude neste ano ou no próximo", assinalou o
representante do Parlamento Europeu, ao insistir na
urgência das medidas. Os esforços atuais da
comunidade internacional não servirão para manter o
aumento das temperaturas médias mundiais daqui até o
final de século abaixo dos 2 graus centígrados
considerados perigosos, dizem os especialistas.
As principais tarefas da cúpula de Durban são
decidir o futuro do Protocolo de Kyoto, único
tratado existente sobre o corte de emissões - que
expira em 2012 -, e dar início aos trabalhos do
Fundo Verde para o Clima que deve ajudar os países
menos desenvolvidos a combater a mudança climática.
Kyoto, que entrou em vigor em 2005, impõe metas de
cortes de emissões de gases do efeito estufa a 37
nações desenvolvidas, mas não foi ratificado pelos
EUA, maiores poluidores do mundo, e isentou Brasil,
China e Índia de obrigações por serem consideradas
economias em desenvolvimento quando o documento foi
assinado em 1997.
Em Durban, os únicos que se mostraram dispostos a
pactuar um segundo período de compromisso de Kyoto
são os países da União Europeia (UE), enquanto que o
Japão, Rússia e Canadá decidiram não renová-lo.
Leinen e a comissária de Meio ambiente da UE, Connie
Hedegaard, vincularam nesta quarta-feira a adesão do
bloco europeu a um segundo período de Kyoto a um
compromisso por parte dos demais países a alcançar
um acordo global vinculante sobre corte de emissões,
com datas fixadas.
Para Bruxelas, esse novo tratado seja negociado em
2015, algo que ainda não conta com o aval de
Washington, que antes exige um esforço similar da
China, nem Pequim, que alega a necessidade de as
nações ricas que mais poluíram até agora serem as
únicas submetidas a compromissos vinculantes.
"Precisamos com urgência que os países assinem um
plano que leve a um acordo global vinculante em
2015. O recorrente jogo de pingue-pongue de
acusações entre EUA e China já não é aceitável e
deve terminar", afirmou Leinen.
O parlamentar europeu também enfatizou a importância
que, na cúpula, se inicie o Fundo Verde para o Clima
estipulado no ano passado na conferência de Cancún.
A partir de 2020, o Fundo deve proporcionar US$ 100
bilhões anuais aos países mais pobres para enfrentar
a mudança climática. Uma parte do financiamento
poderia vir de um imposto sobre o transporte
marítimo, proposta que figura na minuta em debate
entre os delegados dos mais de 190 países presentes
em Durban.
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