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Os Casos da
discriminação racial no Carnaval cresce 64%
Relatório parcial do Observatório da Discriminação
Racial, Violência contra a Mulher e LGBT sobre esses
cinco dias de folia em Salvador, capital do Estado
da Bahia.
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Carnaval
Carnaval é
uma festa que se originou na Grécia em
meados dos anos 600 a 520 a.C.. Através
dessa festa os gregos realizavam seus cultos
em agradecimento aos deuses pela fertilidade
do solo e pela produção. Passou a ser uma
comemoração adotada pela Igreja Católica em
590 d.C..[1] É um período de festas regidas
pelo ano lunar no cristianismo da Idade
Média. O período do carnaval era marcado
pelo "adeus à carne" ou do latim "carne
vale" dando origem ao termo "carnaval".
Durante o período do carnaval havia uma
grande concentração de festejos populares.
Cada cidade brincava a seu modo, de acordo
com seus costumes. O carnaval moderno, feito
de desfiles e fantasias, é produto da
sociedade vitoriana do século XIX.
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Chicleteiras x Princesas do Harém: quem são as mais
animadas do Carnaval de Salvador?
Vote na musa do Carnaval de Salvador
De acordo com o relatório, nas primeiras 72 horas
foram registradas 159 ocorrências, a maioria dos
casos associada à discriminação racial,
representando uma média de aproximadamente 65%, com
104 ocorrências.
Em seguida, estão os casos de violência contra
mulher, com registro de 59 agressões contra as
mulheres, totalizando um percentual de 33% e, por
último, a violência contra o grupo LGBT, com 2% de
ocorrências. Não foram divulgados os dados do ano
passado.
Com o slogan "Todas as pessoas nascem livres e
iguais em dignidade e direito", o observatório busca
identificar atos de discriminação e violência
racial, de gênero e homofóbica no circuito da folia
até o final do Carnaval.
Na sétima edição, o Observatório atua com 100
funcionários que ficam por todo o circuito da festa
e nos seis postos instalados no Cruzeiro do São
Francisco - Sociedade Protetora dos Desvalidos (SPD),
Ladeira de São Bento, Lapa, Camarote Casa dos Bailes
- Casa D'Itália e Assufba e Faculdade Social da
Bahia - Ondina.
O Observatório também reúne dados que comprovem a
existência de ações discriminatórias raciais, de
gênero e homofóbicas, dentro dos circuitos
carnavalescos.
Os casos registrados ajudam na formulação e
implantação de políticas públicas voltadas para a
prevenção de discriminações e desigualdades,
motivadas por raça, gênero e orientação sexual.
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