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Os chefões da
quadrilha do (PT) são brindados e atacam revista
Defensores da aprovação de um requerimento que pede
a convocação do jornalista Policarpo Júnior, diretor
da revista Veja em Brasília, o senador Fernando
Collor (PTB-AL) e o PT foram alvos de uma saraivada
de críticas na sessão desta quinta-feira da Comissão
Parlamentar de Inquérito (CPI) mista do Cachoeira.
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Cachoeira, o bicheiro que abalou o Brasil
Collor justificou seu requerimento pelo fato
de Cachoeira e Policarpo conviverem há mais
de dez anos e de a publicação ter utilizado
Cachoeira "para obter informações e lhe
prestar favores de toda ordem". De acordo
com o senador, "é fundamental para saber até
onde foi ou vai essa coabitação criminosa
entre esse jornalista e o criminoso Carlos
Cachoeira". |
O senador tem uma rixa antiga com a revista Veja. Há
exatos 20 anos, a publicação deu início ao processo
de derrocada de Collor ao estampar na capa uma
entrevista com o irmão do então presidente da
República, Pedro Collor, na qual ele revelou
detalhes do esquema de corrupção do governo.
O deputado Miro Teixeira (PDT-RJ) foi o primeiro a
se pronunciar contra o pedido. Em um discurso
moderado, Miro defendeu a liberdade de imprensa e
lembrou trechos do depoimento dos delegados da
Polícia Federal que, segundo o deputado, inocentaram
o jornalista.
"Perguntei objetivamente aos delegados se houve
crime de Policarpo e a resposta foi peremptória: não
houve. A função do jornalista é investigar. Ele tem
o dever de investigar e ninguém pode saber de
detalhes conversando com a Madre Teresa de Calcutá.
Ele conversa, sim, a exemplo do policial, com
pessoas próximas ao crime, senão não obtém as
informações. Há um caráter claramente persecutório
nesse pedido", defendeu Miro.
Os ataques mais incisivos partiram dos senadores
Álvaro Dias (PSDB-PR) e Pedro Taques (PDT-MT). Dias
classificou o requerimento de Collor como "uma
afronta à legislação do país" e "uma indignidade ao
trabalho de um jornalista que apenas cumpriu seu
dever".
Taques foi além e acusou Collor de estar colocando a
CPI a serviço de uma revanche pessoal. "Ele diz no
requerimento 'que pincemos'.
Pinça é um instrumento que separa algo do todo. É
algo que se revela absolutamente revanchista. Não
podemos fazer desse requerimento uma farsa. Enquanto
aqui deveríamos convocar governadores de Estado,
estamos fazendo dessa CPI um instrumento de vingança
contra a imprensa. CPI é um instrumento sério, não
de vingança de parlamentares a órgãos de imprensa.
Jornalista pode ser criminoso? Pode. Como senador
também pode ser criminoso", atacou o pedetista.
A bancada do PT na CPI ainda tentou defender o
requerimento. O senador Humberto Costa (PT-PE) e os
deputados Paulo Teixeira (PT-SP) e Odair Cunha
(PT-MG), este último relator da comissão, defenderam
a convocação de Policarpo como alvo da investigação,
uma vez que ele aparece nas interceptações
telefônicas da Polícia Federal em conversas com
Cachoeira.
"A nenhum político é lícito cometer crimes. Nenhuma
profissão pode cometer crimes. O que estamos fazendo
aqui é investigando aqueles que se relacionaram
permanentemente com um criminoso. Esse jornalista
teve uma relação de dez anos com Cachoeira",
justificou Teixeira.
Para o deputado Silvio Costa (PTB-PE), Sob
orientação do ex-presidente Lula, o PT tem tentado
atingir a revista Veja com os trabalhos da CPI sob
pretexto de desmontar acusações que pairaram sob o
governo anterior, como o mensalão.
"Qual foi o mal que a revista Veja fez ao povo
brasileiro? Quero saber se realmente o mensalão era
uma mentira.
Se aquela matéria do Ministério dos Transportes era
uma mentira. Não eram porque tem muita gente
complicada. Passamos 20 anos nesse país com a
imprensa calada, com os censores dizendo isso pode
sair e isso não pode sair. O PT lutou pela
democracia nesse país e não pode negar sua história.
O PT precisa fazer uma autocrítica, precisa colocar
a razão à frente do coração", bradou o deputado.
Ao final do debate, o requerimento foi declarado
prejudicado. Isso porque havia outro que pedia o
material bruto coletado nas operações, como áudio e
vídeo. Com o material em mãos, os integrantes da
comissão vão analisar melhor as conversas entre
Policarpo e Cachoeira.
Com informações do Terra
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