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Pagamento de propina à políticos é admitido por
empresário
A acareação com empresários, entre eles o ex-presidente da Sociedade
de Abastecimento de Água e Saneamento (Sanasa) Luiz Augusto
Castrillon de Aquino na sede do Ministério Público, em Campinas, na
quarta-feira, confirmou fraudes em contrato de licitações, pagamento
de propina e tráfico de influência entre empresários e ex-agentes
públicos na autarquia. Os depoimentos ocorreram após operação que
prendeu pelo menos 11 integrantes do primeiro escalão do Executivo
municipal de Campinas.

Os depoimentos dos três empresários seguiram até a noite de ontem.
Segundo o advogado Antonio Carlos Germano Gomes, o empresário da
Hidrax Tubulações Gregório Wanderley Cerveira assumiu ter pago
propina aos lobistas de 2005 até fevereiro de 2007. Ele não
mencionou valores. Na última segunda-feira, o advogado Edson
Carneiro Junior confirmou que seus clientes Augusto e Alfredo
Antunes, da empresa Global Serviços, pagaram um "mensalinho" de R$ 5
mil a R$ 6 mil durante dez meses no ano de 2008 para não serem
excluídos do contrato de licitação.
"Duas pessoas que estavam presas retrocederam o depoimento que foi
prestado anteriormente a nós, de maneira que foi desnecessária a
acareação porque a versão agora apresentada é bem alinhada com a que
havia dito o senhor Aquino", afirmou o promotor Adriano Andrade de
Souza.
A investigação sobre corrupção na Sanasa estourou na última
sexta-feira, com a prisão preventiva ao menos 11 dentre 20 pessoas
contra quem haviam sido expedidos mandados assinados pelo juiz da 3ª
Vara Criminal Nelson Bernardes. O ex-presidente da autarquia Luiz
Aquino se beneficiou pela delação premiada e se prontificou a contar
como funcionava o esquema. A primeira-dama e chefe de gabinete
Rosely Nassin Jorge Santos, também investigada pelo MP, não pôde ser
presa por estar amparada por um habeas-corpus preventivo.
Nove pessoas não foram localizadas, dentre elas o vice-prefeito de
Campinas, Demétrio Vilagra (PT), e os secretários da Segurança,
Carlos Henrique Pinto, e de Comunicações, Franciso de Lagos. Vilagra
estava de feŕias em viagem a Europa e deve retornar ao Brasil nesta
quinta-feira. Pinto e Lagos foram exonerados e continuam
desaparecidos.
A operação para prender os suspeitos contou com 120 policiais da
Rondas Ostensivas Tobias Aguiar (Rota), da Corregedoria da Polícia
Civil membros do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime
Organizado (Gaeco) do MP. Ainda estão deparecidos o promotor de
eventos Ivan Goretti de Deus, os lobistas Maurício de Paula Manduca
e Emerson Geraldo de Oliveira e os empresários da Pluriserv, José
Carlos Cepera, da Gutierrez Empreendimentos, Gabriel Ibrahin
Gutierrez, e da Consultura Camargo Correia, Dalton dos Santos
Avancini.
Dos pelo menos 11 detidos inicialmente, três permanecem presos em
uma cela do 2º Distrito Policial e devem depôr nesta tarde na sede
do MP. São eles o ex-diretor da Sanasa Aurélio Cance Júnior, o
ex-diretor de planejamento da prefeitura Ricardo Chimirri Cândia e o
ex-diretor financeiro da Sanasa Marcelo Figueiredo.
Pedimos, por favor sua atenção;
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