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Vazamento radioativo pode ter causado mortes em
hospital
Após receber denúncia de um suposto
vazamento radioativo, uma
comitiva de vereadores de Porto Alegre visita na tarde desta
sexta-feira o Hospital de Pronto-Socorro (HPS) da capital gaúcha,
umas principais instituições de saúde do Estado. Nesta semana,
documentos foram encaminhados à Câmara, com laudos de técnicos da
Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), indicando que
equipamentos do setor de raio-x do local estariam sucateados. Os
vereadores também receberam informações de que dois funcionários do
HPS morreram de câncer no mês passado, e a suspeita é de que a
radiação tenha sido determinante para acelerar a doença.

A Secretaria Municipal de Saúde, no entanto, rechaça a hipóteses de
um vazamento e contesta os laudos independentes realizados no local.
Segundo a pasta, análises oficiais ocorreram na sala de raio-x e foi
descartado o risco de vazamento. A secretaria, contudo, informou
que, recentemente, consertou dois aparelhos do local que
apresentavam problemas, mas não conseguiu identificar a falha em um
tomógrafo que segue estragado.
Até as 15h, o titular da pasta, Carlos Henrique Casartelli, e mebros
da direção do HPS davam explicações ao vereadores sobre a denúncia.
A secretaria não quis se manifestar sobre as mortes, por entender
não ser um assunto da pasta, e ainda não confirma se eles
trabalhavam no setor de raio-x.
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