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Noticias de Cidades

 

Brasil já amarga mais de (1) trilhão de reais em prejuízos com o clima

Bairro de cidade do Paraná corre risco de sumir


Uma semana após as fortes chuvas que causaram deslizamentos, enxurradas e alagamentos no litoral do Paraná, a situação das vítimas e dos municípios atingidos continua complicada. Em Antonina, onde o governo do Paraná decretou estado de calamidade pública, o bairro de Portinho pode desaparecer. Um morro na localidade apresenta uma fissura e geólogos estão realizando estudos sobre a estabilidade do solo. Os moradores já foram retirados do bairro, um dos mais populosos do município.
 


Se for determinado um risco permanente, a prefeitura da cidade terá que construir mais de mil casas para acomodar esta população. Neste momento, a administração municipal já tem a demanda de construção de cerca de cem residências para pessoas desabrigadas e que perderam tudo com os deslizamentos. "Lidar com cem casas é uma coisa. É um problema, mas podemos ter ajuda dos governos estadual ou federal. Outra é lidar com mil casas, e isto está nos preocupando muito", disse o prefeito de Antonina, Carlos Augusto Machado.

Somente na cidade, duas pessoas morreram em um deslizamento de terra. Outras 1.160 ficaram desabrigadas e 2.289 desalojadas. Cerca de 320 pessoas ainda permanecem em abrigos públicos. As chuvas causaram a destruição de 71 casas. Outras 1,2 mil residências ficaram danificadas. O abastecimento de água em Antonina, de acordo com o prefeito, foi reestabelecido na madrugada desta sexta-feira após vários dias com problemas.

Em Paranaguá, município que está em situação de emergência, o fornecimento de água continua sendo um problema para os 140 mil habitantes. Uma balsa de 3 t foi transportada ontem por um helicóptero da Marinha para uma barragem que foi assoreada pelos deslizamentos. A balsa vai abrigar uma draga, que vai fazer a retirada do barro. Enquanto isto, equipes da CAB Águas de Paranaguá, companhia que tem a concessão para o serviço, estão trabalhando para colocar em funcionamento o segundo manancial que abastece a cidade e que também apresentou problemas com uma enorme quantidade de terra. A água está barrenta demais e as estações de tratamento não conseguem processá-la.

Parte das tubulações e outras estruturas afetadas pelas chuvas já foram consertadas e a água, aos poucos, chega à rede. Estima-se que 60% da população tenha água encanada até o início da semana que vem. Entretanto, esta condição deve ser consolidada apenas entre as próximas quarta e quinta-feira. Enquanto isto, caminhões-pipa auxiliam no fornecimento de água potável à população.

As fortes chuvas também geraram um caos nas estradas que cortam o litoral do Paraná. A BR-277 e a BR-376 ficaram bloqueadas devido aos deslizamentos de terra e quedas de pontes. O tráfego foi restabelecido parcialmente nas rodovias, situação que se mantém até hoje. Na BR-277, que tem duas pistas entre Curitiba e Paranaguá, a circulação tem um desvio em pista simples entre os km 12 e 29. Na BR-376, que liga Curitiba a Joinville (Santa Catarina), os motoristas enfrentam uma operação "pare e siga" entre os km 663 e 672. O desvio ocorre em pista contrária e a Polícia Rodoviária Federal (PRF) libera o tráfego em cada sentido conforme o movimento. Por causa disto, há constantes congestionamentos.

As estradas estaduais também sofreram com as chuvas. Houve deslizamentos de terra e queda de pontes nas rodovias. Uma ponte metálica foi instalada pelo Exército na PR-408, entre Morretes e a BR-277, para reestabelecer o fluxo na região.

Balanço
As chuvas causaram quatro mortes no Paraná: duas em Antonina, uma em Morretes e outra em Honório Serpa. As cidades de Morretes e Antonina estão em estado de calamidade pública, decretado tanto pelos municípios quanto pelo governo estadual. Paranaguá e Guaratuba e Honório Serpa estão em situação de emergência.

De acordo com a Defesa Civil, até agora, o Estado teve 221 pessoas levemente feridas, 10.652 pessoas desalojadas, 2.499 pessoas desabrigadas, 3.906 casas danificadas, 211 residências destruídas. No total, 30.968 moradores de oito municípios foram afetados pelas chuvas.

O governo do Paraná divulgou que os prejuízos com a tragédia chegam a R$ 104 milhões. A maior parte deste valor (R$ 70 milhões) deverá ser usado na habitação, com a recuperação e construção de casas. O gasto estimado com pontes destruídas ou danificadas e recuperação de vias urbanas e estradas chega a R$ 23,5 milhões. Os prejuízos com a agricultura alcança os R$ 10 milhões.

Nesta semana, o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, sobrevoou as áreas atingidas no litoral do Paraná. O governo estadual apresentou a conta de quase R$ 88 milhões. Coelho já adiantou que a União vai ajudar, mas não com todo este montante. A quantidade de recursos deve ser decidida na semana que vem.

 

Piauí

Exames do Laboratório Central de Fortaleza (CE) confirmaram nesta sexta-feira o primeiro caso de dengue tipo 4 em Teresina, capital piauiense. Uma jovem de 17 anos foi internada com suspeita da doença e, após um mês, a Fundação Municipal de Saúde obteve o resultado do exame. Com a confirmação, a Prefeitura de Teresina decretou estado de alerta contra o mosquito aedes aegypti.

O presidente da Fundação Municipal de Saúde, Pedro Leopoldino informou que a paciente, moradora do bairro Auto da Ressurreição, zona sudeste de Teresina, não saiu do Estado, portanto a infecção ocorreu no Piauí. A jovem chegou a ser internada, mas já teve alta e passa bem.

Pedro Leopoldino, afirmou que a chegada do tipo 4 na cidade preocupa, pois a população não está imunizada. Ele explica que os sintomas desse tipo são iguais ao da dengue comum - o agravante é a falta de imunização que pode levar a casos mais complicados. "Para cada tipo de dengue há uma resposta imunológica. Vamos notificar o caso ao Ministério da Saúde e esperar orientações sobre as medidas e os procedimentos de protocolo que devem ser adotados", disse Pedro, que também é médico infectologista.

O Piauí é um dos 16 Estados brasileiros com risco de epidemia da dengue. Em Teresina, já foram registrados mais de 800 casos. A prefeitura enfrenta resistência de moradores e estuda a possibilidade de ingressar com ações judiciais. Na capital, 80% dos focos da dengue estão sendo encontrados dentro de casas. De janeiro até março, já foram notificados mais de 2.200 mil casos no Estado.

Com outros casos já confirmado em Roraima, Amazonas e Pará, a dengue tipo 4 reaparece no País após 25 anos. A saúde nestes estados pode ser equiparada a países como Somália e África falta tudo, o descaso é geral. 51 mortes já foram confirmadas até o momento. Nordeste, sudeste e sul é o que mais são atacados pelo mosquito que seus predadores desaparecem aos milhares com a poluição e desmatamento.



São Paulo

São Paulo neste momento, esta em baixo de água com mais de 190km de congestionamento, os prejuízos até o momento neste verão é ainda incalculável.

A chuva forte que atinge parte de São Paulo na tarde desta sexta-feira deixou parte da cidade em estado de atenção entre 15h55 e 18h30. As regiões que entraram nessa condição foram as marginais Titê e Pinheiros, zonas leste, oeste, centro, norte, sudeste. Às 18h45, havia cinco pontos de alagamento na cidade, todos intransitáveis.

A zona leste ficou em atenção das 15h55 às 18h05, segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) da prefeitura paulistana. A região sudeste esteve na mesma situação entre 16h37 e 18h05. Mais tarde, às 17h15, foi a vez da zona oeste e marginal Pinheiros ficarem em atenção, enquanto que o norte, centro e marginal Tietê ingressaram no aviso às 17h25. Às 18h30, todas as regiões tiveram o estado de atenção revogado.

Santa Catarina

Loja e casas caem no rio após deslizamento em Santa Catarina

Um deslizamento de terra destruiu uma loja de lingerie e parte de outros seis imóveis na noite de quinta-feira, em Ilhota (SC), a cerca de 100 km de Florianópolis.

A cidade, que decretou situação de emergência após as chuvas do fim de semana, tem alguns pontos onde a Defesa Civil apontou risco de deslizamento. As casas e a loja estavam localizadas às margens do rio Itajaí-Açú. Com a erosão causada pela elevação do nível das águas, o barranco cedeu e os imóveis caíram no rio.

De acordo com as informações da Defesa Civil, ninguém ficou ferido pois os locais já haviam sido evacuados. Desde domingo, a região foi interditada depois que os imóveis apresentaram várias rachaduras. Mesmo assim, o proprietário de uma loja de lingerie, principal atividade econômica da cidade, perdeu todo o estoque e parte das instalações do estabelecimento.

A prefeitura deve demolir as casas afetadas neste fim de semana. Mais de 180 pessoas estão desalojadas em Ilhota, que decretou situação de emergência na quarta-feira.

Em todo o Estado de Santa Catarina, 13,5 mil pessoas permanecem desalojadas e outras 820 estão desabrigadas , de acordo com relatório da Defesa Civil. Já foram afetadas pelas chuvas 29 cidades, e 16 delas decretaram situação de emergência.

 

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