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Astrônomos
afirmam que superburacos negros 'mataram' as maiores
galáxias
astrônomos afirma ter descoberto o que pode ter
"matado" as galáxias de maior massa conhecida.
Segundo esses cientistas, os culpados são os buracos
negros supermassivos. Essas galáxias, segundo os
pesquisadores, eram muito ativas na formação de
estrelas no universo primitivo. Contudo,
abruptamente viram essa produção parar e hoje têm
apenas estrelas que estão envelhecendo e se destinam
a morrer.
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De acordo
com a Teoria Geral da Relatividade, um
buraco negro é uma região do espaço da qual
nada, nem mesmo objetos que se movam na
velocidade da luz, podem escapar. Este é o
resultado da deformação do espaço-tempo
causada por uma matéria altamente massiva e
compacta. Um buraco negro é limitado pela
superfície denominada horizonte de eventos,
que marca a região a partir da qual não se
pode mais voltar. O adjetivo negro em buraco
negro se deve ao fato deste não refletir a
nenhuma parte da luz que atinja seu
horizonte de eventos, atuando assim, como se
fosse um corpo negro perfeito em
termodinâmica. |
Saiba o que é aglomerado de galáxias, matéria escura
e mais
Os cientistas combinaram observações dos telescópios
Apex e VLT, do Observatório Europeu do Sul (ESO, na
sigla em inglês), e do Spitzer, da Nasa, para
observar como galáxias distantes (a cerca de 10
bilhões de anos-luz) e brilhantes formam grupos e
aglomerados.
Como a luz demora 10 bilhões de anos para chegar à
Terra, o que vemos é um registro do universo em seus
primeiros bilhões de anos, quando as galáxias
produziam estrelas mais intensamente, o que se chama
de formação estelar explosiva. Ao redor desses
aglomerados, se forma um halo de matéria escura. Ao
estudar esse halo e como eles crescem com o tempo,
através de um modelo em computados, os pesquisadores
chegaram à conclusão que esses aglomerados acabam
por formar galáxias elípticas gigantes - as de maior
massa do universo atual.
"Esta é a primeira vez que conseguimos mostrar de
maneira clara a relação que existe entre as galáxias
mais energéticas que apresentam formação estelar
explosiva no universo primordial e as galáxias de
maior massa presentes no universo atual", diz Ryan
Hickox, do Darthmouth College, nos Estados Unidos, e
da Universidade Durham, no Reino Unido, que lidera a
equipe.
Segundo as observações dos astrônomos, a formação
explosiva dura 100 milhões de anos, tempo suficiente
para duplicar o número de estrelas de uma galáxia.
"Sabemos que as galáxias elípticas de elevada massa
pararam de produzir estrelas de modo súbito há muito
tempo atrás, encontrando-se agora bastante passivas.
Os cientistas tentam imaginar o que poderia ser
suficientemente poderoso para conseguir desligar a
formação estelar explosiva de uma galáxia inteira",
diz Julie Wardlow, pesquisadora das universidades da
Califórnia-Irvine (EUA) e Durham.
Os resultados indicam que essas galáxias se
aglomeram de forma parecida com os quasares - estes
são encontrados em halos semelhantes de matéria
escura e emitem intensa radiação alimentada por um
buraco negro supermassivo em seus centros.
Os astrônomos descobrem cada vez mais evidências de
que a formação explosiva também acontece nos
quasares, com grandes quantidades de matérias
sugadas pelos buracos negros. Os buracos negros, por
sua vez, "limpam" o gás do quasar, o que
impossibilita a formação de estrelas.
"Em poucas palavras, a intensa formação estelar dos
dias de glória das galáxias acabou também por ser a
sua perdição ao alimentar os buracos negros nos seus
centros, os quais rapidamente limpam ou destroem as
nuvens de formação estelar", explica David
Alexander, da Durham, membro da equipe.
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