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Dólar fraco faz brasileiros optar por estudar no
exterior
Foi-se o tempo em que o destino preferido dos intercambistas em busca de
curso de espanhol era a Espanha. Com a atual crise europeia e o custo de
vida na Argentina cada vez mais baixo, agora é o país latino que alcança
o primeiro lugar na lista de destinos de língua espanhola.

É o que afirma Glauber Vale, diretor do Portal do Intercâmbio, empresa
especializada em organizar viagens estudantis. Segundo ele, a Espanha
sempre foi a preferida dos estudantes, contudo, a atual crise econômica
tem afastado os intercambistas do continente europeu. "Além disso, é
muito mais barato estudar na América Latina. A diferença de um programa
com a mesma duração e carga horária de curso é de no mínimo 30%",
completa.
Vale ainda explica que a Argentina é um dos países do Mercosul mais
baratos de se viver devido aos baixos preços para moradia e alimentação,
e que por isso se torna o destino mais procurado. "Atualmente, o custo
de vida lá é de 30% a 40% mais baixo do que o que temos no Brasil,
considerando comida, acomodação e transporte", afirma.
Na CI, um programa de curso de espanhol de quatro semanas em Buenos
Aires sai em torno de US$ 1.000, incluindo acomodação em casa de
família, duas refeições ao dia e taxa de matrícula. Na World Study, além
da opção de estudar na capital, existe a possibilidade de passar uns
meses em San Carlos de Bariloche, cidade pequena localizada junto à
Cordilheira dos Andes, na fronteira com o Chile. Lá, além de frequentar
aulas do idioma, o estudante também pode praticar esportes radicais,
como esqui e snowboard.
O diretor do Portal do Intercâmbio destaca que, na Argentina, o
intercambista ainda pode casar o estudo do espanhol com aulas de dança.
"O país é muito famoso pelo tango", diz, observando que, por isso,
existem muitas academias de danças conceituadas.
Natural de São Paulo, Camila Albareda, 31 anos, viveu a experiência
portenha no final do ano passado. A dentista passou duas semanas
estudando espanhol em Buenos Aires com o marido, André Rodrigues, 29
anos. "Escolhi o país pela proximidade com o Brasil e também pelo custo.
Além das passagens e hospedagens serem bem baratas, a alimentação e
transporte também são", conta. Camila gostou tanto do intercâmbio que
pretende voltar para ficar mais tempo. "Vi de perto que é mito essa
história de que Buenos Aires é infestada de brasileiros e que por isso
seria impossível aprender o idioma oficial. Aprendi muito, e a escola
foi ótima", diz.
Segundo a Embaixada da Argentina, o passaporte não é necessário para
quem vai fazer turismo de até 90 dias. Brasileiros podem embarcar com o
passaporte ou somente com a carteira de identidade original. Porém, quem
vai ficar mais de três meses em terras argentinas ou vai se matricular
em alguma instituição de ensino básico ou superior precisa de
autorização governamental. Para conseguir o visto, entre em contato com
a embaixada do seu estado. E fique tranquilo: o fato da Argentina
integrar o Mercosul torna o processo menos burocrático.
Com o real atrelado ao dólar, fica a cada dia mais fácil estudar no
exterior, podendo escolher as melhores universidades, aproveitando o
fraquíssimo desempenho das universidades brasileira.
Pedimos um momento de sua atenção.
Novo sistema de governo (inventado), é (Apolítico). Se
deseja um Brasil justo sem roubalheiras de políticos,
sem destruição do meio ambiente, de o seu apoio no site
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