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Abismo educacional entre classes média e alta
Com a adesão de cerca de 40 milhões de pessoas na última década, a
classe média tornou-se majoritária no Brasil, englobando 52% da
população. Mas a ambição do grupo por novas chances de ascensão pode ser
bloqueada pelo abismo educacional que o separa da classe alta, segundo
uma pesquisa divulgada nesta segunda-feira pela Secretaria de Assuntos
Estratégicos da Presidência (SAE).
Feito com base na última Pnad (Pesquisa Nacional por Amostragem de
Domicílios), de 2009, o levantamento revela que, embora os índices
educacionais da classe média tenham avançado nos últimos anos, seguem
distantes dos da classe alta: ao passo que 87% dos brasileiros mais
ricos concluem o ensino médio, apenas 59% da classe média alcançam o
mesmo estágio.
O grupo também fica muito atrás quanto a anos de estudo e gastos com
educação. Enquanto cada membro da classe média despende, em média, R$ 52
com educação por mês, entre os mais ricos, o gasto chega a R$ 220.
Batizada de A Classe Média em Números, a pesquisa traça os perfis das
três faixas de renda brasileiras (baixa, média e alta) conforme
critérios educacionais, habitacionais e regionais e define como classe
média os brasileiros com renda familiar mensal entre R$ 1.000 e R$
4.000.
Segunda faixa mais numerosa, a classe baixa representa 34% da população;
já a classe alta é engloba 12% do total dos brasileiros.
Acesso às universidades
Para o secretário de Assuntos Estratégicos da SAE, Ricardo Paes de
Barros, "o acesso à educação é a grande diferença entre as classes média
e alta".
Segundo ele, o levantamento mostra que a classe média dá crescente
importância à educação - o grupo vem investindo quantias cada vez
maiores com os estudos.
Para reduzir a distância que a separa da classe alta, porém, Paes de
Barros diz ser necessário dar maior ênfase à qualidade do ensino médio
público e ampliar o acesso da classe média às universidades e ao ensino
técnico.
O acesso à cultura também se mostra uma grande barreira entre os dois
grupos: enquanto cada integrante da classe média gasta R$ 37 por mês com
recreação e cultura, os mais ricos gastam R$ 127.
Nesse caso, o secretário afirma que a classe média tem a desvantagem de
crescer mais em cidades médias e pequenas, onde a oferta de bens
culturais é menor. "Precisamos ver como levar cultura até eles", disse à
BBC Brasil.
Bens e serviços
A pesquisa revela ainda disparidades entre os grupos populacionais
quanto ao acesso a bens e serviços. Apenas 30% da classe média tem
acesso à internet em casa, índice bem inferior ao da classe alta (72%).
O telefone fixo está presente em 48% dos domicílios de classe média e em
81% dos lares mais ricos.
Há ainda diferenças significativas no acesso a saneamento adequado (76%
na classe média, 92% na alta) e gastos com saúde (R$ 135 por mês por
pessoa na classe média, R$ 438 na alta).
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