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UNE cobra mais verba, a presidenta não investe em
educação apenas tira
Representantes de entidades estudantis entregaram nesta quarta-feira uma
pauta de reivindicações para a presidente Dilma Rousseff com cerca de 40
itens ligados à melhoria do sistema educacional brasileiro. Entre os
pedidos, estão a destinação de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) para a
educação e de 50% do Fundo Social do pré-sal.
Há também itens como o fim do superávit primário, a erradicação do
analfabetismo até 2016, a criação da Comissão da Verdade, a garantia de
um computador por aluno no ensino médio e de meia-entrada para os
estudantes nos jogos da Copa do Mundo de 2014 e nas Olimpíadas de 2016.
O presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Daniel Lliescu,
relatou que a presidente recebeu as reivindicações e disse que o governo
está aberto ao diálogo, porém, não se comprometeu inicialmente com a
concessão de nenhum item. "Hoje, foi o dia em que apresentamos a pauta
ao governo federal e a presidenta não se posicionou com firmeza na
defesa ou negação de nenhum dos itens, mas temos a expectativa de que
essa pauta seja bem recebida pelo governo", disse.
Sobre a aplicação de 50% do fundo do pré-sal em educação, o presidente
da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), Yann Evanovick,
disse ter ouvido da presidente Dilma que ela está aberta ao diálogo
sobre a proposta.
Os estudantes foram recebidos por Dilma após a marcha que fizeram hoje,
na região central de Brasília, encerrando o movimento de mobilização
nacional chamado por eles de Agosto Verde e Amarelo. Também participaram
do encontro, no Palácio do Planlato, o ministro da Educação, Fernando
Haddad, e o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto
Carvalho.
Musa chilena participa de marcha
A estudante Camila Vallejo, presidente da Federação de Estudantes da
Universidade do Chile (FECh), ativista nos protestos estudantis chilenos
que reuniram milhares de estudantes nos últimos dias, também participou
da marcha dos estudantes. Camila veio ao Brasil com objetivo de elaborar
uma agenda política com a UNE. Ela quer alertar sobre as violações dos
direitos humanos e sobre a falta de democracia no Chile.
Para Lliescu, além de apoiar os estudantes chilenos nas questões
relativas aos direitos humanos, o movimento estudantil brasileiro pode
trocar experiências com o Chile. "Há algo em comum na luta estudantil
dos dois países, que é a grande participação do setor privado do ensino
superior. Defendemos a regularização do ensino superior privado, é
preciso garantir uma educação de qualidade", observou.
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