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MPF e OAB deseja anular as provas do (ENEM) em todo o
país
Ao lado do Ministério Público Federal, a Ordem dos Advogados do Brasil
(OAB) do Ceará acredita que, depois das denúncias de vazamentos de 13
questões, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deveria ser anulado em
todo o País. De acordo com o presidente da Comissão de Educação e
Cidadania Edimir Martins, não se concebe ter uma prova diferenciada a
apenas um grupo de candidatos, já que o objetivo é realizar um concurso
unificado e universal.
No final da noite desta quarta, o Colégio Christus divulgou uma nota,
endereçada a pais e alunos, contestando a decisão do Ministério da
Educação de cancelar a prova de todos os 639 estudantes da instituição
que realizaram o Enem 2011 (leia a íntegra abaixo). De acordo com o
documento, a publicação da escola com as questões "alcançou o público em
geral, não tendo sido restrita aos alunos do colégio" e, por isso, o
procedimento do MEC seria "ilegal e abusivo".
O colégio argumenta ainda que apenas as questões coincidentes deveriam
ser canceladas e garante que "promoverá a defesa dos direitos dos alunos
na esfera administrativa e judicial".
Pré-teste
As questões que compõem a prova do Enem são testadas previamente por
meio de avaliações aplicadas a alguns estudantes para que se avalie o
grau de dificuldade do item. Depois desse primeiro teste, elas são
incluídas em um grande banco de dados que fica à disposição do Instituto
Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), órgão responsável
pela elaboração do Enem.
De acordo com Davi Rocha, diretor do Colégio Christus, alguns alunos
participaram do último pré-teste e podem ter apresentado as questões a
seus professores para que fossem resolvidas em sala de aula.
Posteriormente, os docentes podem ter incluído essas perguntas no banco
de dados da própria escola, alimentado, de acordo com Rocha, com
questões de testes de vestibulares, concursos públicos e provas do Enem
de anos anteriores.
Enem 2011
No último sábado, 22 de outubro, os candidatos tiveram quatro horas e
meia para responder 90 questões de Ciências Humanas e da Natureza. O
segundo dia de provas foi composto de 90 questões de matemática e
linguagens, além da redação. No domingo, o prazo para concluir a prova
foi de cinco horas e meia. Confira aqui a resolução completa e comentada
das provas.
A partir do resultado da prova do Enem, os alunos se inscrevem no
Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e podem pleitear vagas em
instituições públicas de todo o País. A participação no Enem também é
pré-requisito para os estudantes interessados em uma bolsa do Programa
Universidade para Todos (ProUni). Os benefícios são distribuídos a
partir do desempenho do candidato no exame e podem ser integrais ou
parciais, dependendo da renda da família. Para participar do programa é
preciso ter cursado todo o Ensino Médio na rede pública.
Em 2012 a prova terá duas edições, uma no primeiro semestre e outra no
segundo. A primeira edição do ano que vem já está confirmada para os
dias 28 e 29 de abril. A data da segunda edição ainda não foi definida
em função das eleições municipais, que ocorrerão em outubro, mês de
aplicação do Enem 2011.
NOTA DE ESCLARECIMENTO AOS ALUNOS E FAMILIARES
O COLÉGIO CHRISTUS, considerando a ilegal e abusiva medida anunciada
pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) no
sentido de cancelar as provas dos alunos desta escola que prestaram o
Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), vem esclarecer o seguinte:
1. Considerando que a medida anunciada teve por base coincidência de
questões entre um trabalho dirigido de responsabilidade do COLÉGIO
CHRISTUS e a prova do ENEM, a medida legalmente aplicável seria a
anulação das questões coincidentes, e não a submissão dos alunos do
colégio a novos exames, especialmente porque a divulgação, 10 dias antes
da prova do ENEM, alcançou o público em geral, não tendo sido restrita
aos alunos do COLÉGIO CHRISTUS.
2. A medida acenada pelo INEP mostra-se inteiramente desconectada da
solução do problema, e submete o COLÉGIO CHRISTUS e seus alunos, que não
cometeram qualquer ilícito, a uma ilegal penalidade, em manifesto
prejuízo, aí sim, à isonomia, uma vez que as notícias correntes dão
conta de que a divulgação das questões chegou ao domínio público.
3. Acresce que a divulgação das questões possivelmente derivou de
pré-testes efetivados pelo INEP, de modo que o COLÉGIO CHRISTUS ou seus
alunos, particularmente aqueles que jamais tomaram conhecimento dos
pontos suspeitos, não podem ser penalizados de nenhuma forma. Trata-se,
portanto, de um problema cuja solução passa pela preservação da
isonomia, com a anulação das questões discutidas, e não com a efetivação
de outro exame, o que, além de tudo o mais, representaria intolerável
dispêndio de recursos públicos, sem nenhum respaldo legal.
4. Na situação discutida, já foi afirmada pelo próprio INEP/MEC a
inexistência de vazamento da prova, única hipótese que ensejaria a
anulação do ENEM e a correspondente submissão de todos os inscritos a
novo exame. No caso, não houve a prática de ilícitos, razão pela qual a
exclusiva medida possível é a anulação das questões coincidentes, o que
restabelecerá a igualdade entre todos os concorrentes.
5. A medida adotada pelo INEP, por outro lado, teria que alcançar todos
os alunos que tiveram acesso ao material divulgado antes do ENEM, sendo
ou não provenientes dos quadros do COLÉGIO CHRISTUS, uma vez que é
possível que haja alunos de outros colégios que tenham tomado
conhecimento do material (a divulgação foi ampla), assim como alunos do
COLÉGIO CHRISTUS que não o acessaram. Como a identificação dos alunos
que tomaram conhecimento prévio das questões é improvável, a lógica, o
bom senso e a legalidade impõem, como solução, a anulação das questões
coincidentes, como forma de restabelecer a isonomia.
6. Assim, considerando que o direito brasileiro só admite a aplicação de
sanções quando haja a prática de ilícito, e que o restabelecimento da
isonomia, no caso, apenas se cumpriria legalmente com a anulação das
questões sob suspeita, o COLÉGIO CHRISTUS promoverá a defesa dos
direitos de seus alunos na esfera administrativa e judicial.
Novo sistema de governo (inventado), é (Apolítico), ou
seja, sem políticos. Veja no site
abaixo.
http://sfbbrasil.org
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