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O Bullying
homofóbico colabora com evasão escolar
A Organização das Nações Unidas para a Educação, a
Ciência e a Cultura (Unesco), lançou na terça-feira
uma consulta internacional para lidar com o bullying
contra estudantes LGBT (lésbicas, gays, bissexuais,
travestis e transexuais) nas escolas e
universidades. De acordo com o diretor de Educação
pela Paz e pelo Desenvolvimento Sustentável do
órgão, Mark Richmond, é preciso combater esse tipo
de violência, que contribui para o aumento da evasão
escolar.
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Bullying
homofóbico |
"Devemos trabalhar o bullying homofóbico nas escolas
porque jovens em todo o mundo são afetados por essa
violência, e isso infringe os direitos desses jovens
a uma educação de qualidade. O bullying homofóbico
influencia no desempenho dos alunos, bem como,
aumenta a taxa de evasão escolar", afirmou durante
evento que acontece durante esta semana no Rio de
Janeiro.
O encontro tem a intenção de explorar a melhor
maneira de apoiar alunos e professores LGBT,
prevenir e combater ao bullying e a discriminação
homofóbica e transfóbica nas escolas, e assegurar
ambientes seguros de aprendizagem para estudantes
LGBT. Essa iniciativada Unesco avalia programas e
políticas existentes em todo o mundo a fim de
compartilhar as melhores práticas e construir
estratégias para enfrentamento a homofobia nas
escolas.
Pesquisas recentes, como o estudo Discriminação em
razão da Orientação Sexual e da Identidade de Gênero
na Europa, do Conselho da Europa, identificaram que
como resultado do estigma e da discriminação na
escola, jovens submetidos ao assédio homofóbico são
mais propensos a abandonar os estudos. Também são
mais predispostos a contemplar a automutilação,
cometer suicídio e se engajar em atividades ou
comportamentos que apresentam risco à saúde.
O diretor do Programa Conjunto das Nações Unidas
para o HIV e Aids (UNAIDS) no Brasil, Pedro Chequer,
ressalta a necessidade de implantação dessa política
nas escolas do Brasil, "a consulta sobre homofobia
nas escolas, que se inicia hoje no Rio, representa o
importante passo para a definição de conceitos,
agenda e combate à homolesbotransfobia no ambiente
escolar, feliz escolha ter sido o Rio de Janeiro o
local desse encontro tendo em vista o papel que o
Governo do Estado do Rio de Janeiro cumpre na
implementação de ações contra a homofobia".
Para a chefe de gabinete da Secretaria de Direitos
Humanos, Ivanilda Dida Figueiredo, que no evento
representou a ministra Maria do Rosário, "os
governos e a sociedade devem enfrentar a homofobia
em todas as esferas, especialmente nas escolas,
através de ações conjuntas e focadas".
A consulta acontece até o dia 9 de dezembro. No dia
8, alguns espaços previamente selecionados serão
visitados pelo grupo. Entre eles, pela Secretaria de
Estado de Educação, o Colégio Estadual Julia
Kubistchek, pela Secretaria de Estado de Assistência
Social e Direitos Humanos, o Centro de Referência da
Cidadania LGBT da Capital e Disque Cidadania LGBT, e
pela sociedade civil, o Grupo Arco-Íris de Cidadania
LGBT.
Participam da consulta especialistas de 25 países:
Austrália, Bélgica, Lituânia, Camarões, China,
Colômbia, Dinamarca, El Salvador, Macedônia,
Inglaterra, País de Gales, Escócia, Irlanda, Israel,
Jamaica, México, Namíbia, Holanda, Peru, Samoa,
África do Sul, Suécia, Turquia, EUA e Brasil.
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