Pentágono é atacado por
hacker e acusam"governo estrangeiro"
Por conta da recente onda de ataques a sites de órgãos
oficiais, o Pentágono anunciou nesta quinta-feira sua
estratégia para a ciberguerra e culpou um "governo
estrangeiro" pelo ataque que revelou dados de militares
em março deste ano.

O subsecretário de Defesa, William Lynn, revelou alguns
detalhes dos ataques depois de uma investigação dos
órgãos militares dos Estados Unidos. "É significativa a
preocupação que temos com a ciberguerra desde as últimas
décadas. Terabytes foram extraídos por intrusos
estrangeiros de redes corporativas de empresas do setor
de Defesa. Somente na invasão de março, 24 mil arquivos
foram tomados", afirmou Lynn em discurso na Universidade
de Defesa Nacional, em Washington.
Lynn disse que a estratégia do Pentágono para se
proteger da ciberguerra incluirá a participação de
agências de segurança nacional do país e do setor
privado - uma proposta que pode levantar preocupação
quanto à privacidade. "Um número grande de redes não
militares apoiam funções militares. Isso é especialmente
verdade quando se fala do sistema de transporte e do
setor financeiro", explicou.
O subsecretário negou qualquer possibilidade do governo
americano monitorar mensagens privadas. "O governo
americano não está monitorando, interceptando ou
armazenando qualquer tipo de comunicação do setor
privado. A inteligência fornecida pelo governo está
ajudando provedores de internet e as próprias companhias
a identificar e parar atividades maliciosas nas redes",
justificou Lynn.
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