Ditador sanguinário matou 10mil e deixou
55mil feridos na Líbia
O conflito na Líbia já deixou 10.000 mortos e 55.000
feridos, afirmou nesta terça-feira em Roma o ministro
italiano das Relações Exteriores, Franco Frattini, que
citou como fonte o líder do opositor Conselho Nacional
de Transição (CNT) líbio, Mustafah Adeljalil. "O
presidente Abdeljalil nos falou de 10.000 mortos na
Líbia, vítimas de um regime sanguinário, e de 50.000 a
55.000 feridos", declarou Frattini.

O chefe da diplomacia italiana prometeu a Abdeljalil
aumentar o número de feridos graves que podem ser
atendidos nos hospitais do país europeu, lembrando que
25 feridos já foram internado na semana passada no norte
da Itália, após um voo especial da Força Aérea italiana.
O ministro reiterou a disponibilidade da Itália para
ajudar os rebeldes líbios com mais médicos e
enfermeiros. Alguns profissionais da saúde do país já
estão na Líbia, sobretudo na cidade portuária de Misrata,
cercada pelas forças de Muammar Kadafi.
Frattini também indicou que a venda de petróleo pelos
rebeldes, para financiar a lucha contra Kadafi, deve ser
abordada na próxima reunião do Grupo de Contato sobre a
Líbia, que acontecerá na primeira semana de maio em
Roma.
Líbia: de protestos contra Kadafi a guerra civil e
intervenção internacional
Motivados pela onda de protestos que levaram à queda os
longevos presidentes da Tunísia e do Egito, os líbios
começaram a sair às ruas das principais cidades do país
em meados de fevereiro para contestar o líder Muammar
Kadafi, no comando do país desde a revolução de 1969.
Mais de um mês depois, no entanto, os protestos
evoluíram para uma guerra civil que cindiu a Líbia em
batalhas pelo controle de cidades estratégicas.
A violência dos confrontos entre as forças de Kadafi e a
resistência rebelde, durante os quais multidões fugiram
do país, gerou a reação da comunidade internacional.
Após medidas mais simbólicas que efetivas, o Conselho de
Segurança da ONU aprovou a instauração de uma zona de
exclusão aérea no país. Menos de 48 horas depois, no dia
21 de março, começou a ofensiva da coalizão, com ataques
de França, Reino Unido e Estados Unidos.
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