Gregos protestam contra FMI e UE
Funcionários públicos estavam em greve nesta
terça-feira, enquanto inspetores da União Europeia e do
Fundo Monetário Internacional (FMI) concluíam a visita
que decidirá sobre a liberação de uma parcela de
empréstimos que é essencial para o país evitar a
bancarrota.

Com líderes da UE correndo para montar um acordo
abrangente de ajuda financeira e tentar impedir o
espalhamento da crise grega a outros Estados, espera-se
que Atenas receba a parcela de empréstimo de 8 bilhões
de euros.
Um comunicado dos credores sobre os resultados de sua
inspeção deve ser divulgado mais tarde nesta
terça-feira, mas a aprovação final do desembolso,
necessário para a Grécia pagar suas contas até meados de
novembro, não virá antes que um relatório completo seja
apresentado aos ministros das Finanças da zona do euro e
ao conselho do FMI. Nesta terça, funcionários públicos
protestavam contra os cortes do governo e bloqueavam o
Ministério do Interior, carregando cartazes que liam
"Quebrado e Demitido" e "Não às Demissões, Não ao corte
de salários".
A Grécia, país em profunda recessão e com dificuldade
para conter a dívida pública que atingirá uma taxa
estimada de 162 por cento do Produto Interno Bruto (PIB)
neste ano, prometeu duras medidas de aperto fiscal,
inclusive severos cortes nos salários de muitos
funcionários do setor público, demissões em massa e
aumentos de impostos que terão um grande impacto sobre a
classe média.
O ministro das Finanças grego, Evangelos Venizelos, que
se reuniu com os inspetores nos últimos dias, tentou
passar uma mensagem tranquilizadora nesta terça-feira,
descartando qualquer sugestão de que a Grécia poderia
ser obrigada a sair do bloco monetário europeu. "A
Grécia é e sempre será um membro da zona do euro, um
membro do euro", disse ele a uma conferência em Atenas.
Em entrevista à TV na segunda-feira, Venizelos disse
esperar que a parcela de empréstimos seja aprovada, mas
advertiu que a Grécia precisará estar preparada para
aceitar mais apertos de cinto. "A troika (missão dos
inspetores) está observando tudo. As perguntas que ela
faz têm sido nossas próprias perguntas há muito tempo",
disse ele à Mega TV, acrescentando que as impopulares
medidas de austeridade são necessárias para garantir que
a Grécia não "vivencie uma catástrofe".
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