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Frio extremo na
Europa mata 220 e 138 só na Ucrânia e Polônia
Pelo menos 220 pessoas morreram na Europa em
consequência da atual onda de frio, principalmente
na parte oriental do continente, onde só a Polônia e
a Ucrânia registraram um total de 138 falecimentos.
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Frio (do latim frigĭdu) é a
sensação produzida pela falta de calor num
corpo ou matéria, causada pela baixa
temperatura atmosférica ou por meios
artificiais através de refrigeração. O frio
é um processo sensorial.
O frio variável
O frio é variável. É
impossível afirmar que certa pessoa sentirá
frio a 20°C, por exemplo. Isso depende de a
pessoa se acostumar à temperatura, o que
aumenta a sua tolerância ao frio.
As temperaturas baixas podem fazer com que
as pessoas tenham a temperatura do corpo
reduzida, se não se agasalham devidamente.
Isso pode até causar a morte por hipotermia.
Explicação física
O calor é o processo de troca
de energia entre corpos, devido à diferença
de temperatura. Quando um ser vivo sensiente
perde calor, este sente frio. |
Além disso, na Rússia, onde as temperaturas se
situavam por volta dos -25º em Moscou e rondavam os
-50º em Yakutia (Sibéria oriental), as autoridades
contabilizaram 64 mortos de frio desde 1 de janeiro,
segundo o ministério da Saúde, citado nesta
sexta-feira pela agência Interfax.
Ao menos 101 pessoas morreram por causa do frio que
atinge a Ucrânia desde 27 de janeiro, indicou nesta
sexta-feira o ministério ucraniano de Situações de
Emergência em um comunicado. "Durante o período de
grande frio, 101 pessoas morreram, 11 delas no
hospital, 64 foram encontradas nas ruas e 26 em seus
domicílios", indicou o ministério.
Uma estimativa anterior divulgada na quinta-feira
contabilizava 63 mortos. O ministério indicou que as
temperaturas não devem aumentar imediatamente, com
temperaturas mínimas noturnas entre os -25º e os
-30º Celsius, e diurnas entre -16º e -21º. Há uma
semana, uma onda de frio atinge a Europa Central e
Oriental, provocando dezenas de vítimas, sobretudo
na Ucrânia, Polônia e Romênia.
O frio deixou outras oito vítimas na vizinha
Polônia, onde as temperaturas caíram até os -35
graus no sudeste. No total, desde o início da onda
de frio, na sexta-feira, 37 pessoas morreram de
hipotermia, segundo a polícia. No inverno boreal
passado, 212 pessoas morreram de frio na Polônia.
Na Romênia, foram registrados mais dois mortos nas
últimas 24 horas, elevando o total de vítimas a 24
desde o dia 26 de janeiro, segundo o ministério da
Saúde. Na Sérvia, que marca temperaturas de -36
graus, o frio deixou sete mortos no fim de semana e
milhares de pessoas seguem bloqueadas em povoados
isolados pelas fortes quedas de neve. Os serviços de
resgate tentavam fornecer ajuda aos mais isolados.
Na Bulgária, foram registrados mais seis mortos,
homens de 52 a 66 anos, indicou a imprensa nesta
sexta-feira. O total de mortos chega a 16, segundo
um cálculo da AFP, num momento em que não há
informações oficiais. A maioria dos falecidos neste
país, o mais pobre da União Europeia, são pessoas
idosas que se perderam nos arredores de seu povoado
ou esperando um ônibus.
Na República Checa, um homem de 59 anos foi
encontrado morto na quinta-feira fora de sua casa,
em um povoado do sudeste do país. A polícia acredita
que caiu e não conseguiu se levantar. Na Eslováquia,
morreu outra pessoa elevando o total de falecimentos
a três.
Estônia e França registraram seus primeiros
falecimentos. Um homem foi encontrado morto de frio
em uma rua da capital da Estônia, enquanto um doente
de Alzheimer de 82 anos faleceu no povoado francês
de Lemberg (leste), após sair de sua casa de pijama.
Na Itália, foram registrados três mortos, após a
descoberta na noite de quinta-feira de um sem-teto
morto em Milão.
Em Roma, os moradores experimentaram apenas seu
segundo dia de neve nos últimos 15 anos, com flocos
brancos cobrindo palmeiras, antigas ruínas romanas e
igrejas barrocas por toda a capital. Até cinco
centímetros de neve caíram em alguns distritos, e
monumentos antigos, como o Coliseu, foram fechados
para os visitantes por medo de danos as suas
estruturas.
As temperaturas na região alpina de Piemonte, no
norte da Itália, caíram tanto que chegaram a -30º
Celsius, e os motoristas foram aconselhados a evitar
regiões no centro do país devido à forte nevasca e
aos problemas de tráfego causados pelo clima.
A Grã-Bretanha se preparava para a neve depois que
as temperaturas caíram a -11º Celsius durante a
noite em Chesham, no sudeste da Inglaterra, e as
autoridades alertavam que o frio poderia atingir as
pessoas de surpresa depois de um inverno mais quente
que o normal até agora.
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