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Deputado liberou R$ 4,6 milhões em emendas. mesmo estando fora de seu mandato

Deputado mesmo estando licenciado durante quase três anos e meio dos quatro em que deteve mandato de deputado estadual na última legislatura, o atual secretário-chefe da Casa Civil de São Paulo, Sidney Beraldo (PSDB), conseguiu liberar R$ 4,6 milhões em emendas parlamentares entre 2007 e 2010.

A informação está na lista de indicações dos deputados divulgada pelo governo paulista há duas semanas. De janeiro de 2007 a abril do ano passado, Beraldo tirou licença do cargo de deputado para ocupar o posto de secretário de Gestão Pública no governo José Serra (PSDB). De lá, foi coordenar a campanha de Geraldo Alckmin (PSDB) ao Palácio dos Bandeirantes e, depois, a transição de governo até o fim de 2010.

Até as denúncias de venda de emendas feitas pelo deputado Roque Barbiere (PTB), as emendas eram secretas: nenhum documento público informava os padrinhos e todos os acordos relativos às indicações eram extraoficiais.

Só após a publicação da lista é que o governo fez vir a público que deputados licenciados também podiam elaborar indicações, inclusive quando ocupantes de cargos no governo.

Apesar de estar fora da Assembleia, o secretário conseguiu intermediar 63 convênios do governo com prefeituras do interior ou entidades.

Apenas quatro das emendas têm valor superior a R$ 150 mil, limite para que as licitações possam ser feitas por uma simples carta-convite. Coube a Beraldo, na condição de secretário da Casa Civil, coordenar a publicação das emendas feitas entre 2007 e 2011.

A Casa Civil, afirmou, em nota, que "no período citado, Sidney Beraldo, embora licenciado para ocupar a pasta de Gestão Pública até abril de 2010, era deputado estadual eleito em seu 4º mandato". Segundo a pasta, "as indicações, que não devem ser confundidas com emendas parlamentares, foram apresentadas em função de solicitações feitas por municípios que (Beraldo) representava".

Mais noticias de política

Graças a um "delator" foi possível a prisão de 20 corruptos em Campinas

O depoimento de quase três horas aos vereadores da Comissão Processante (CP) da Câmara Municipal de Campinas, interior de São Paulo, o ex-presidente da Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento (Sanasa) Luiz Castrillon de Aquino reafirmou nesta terça-feira as informações prestadas em juízo ao Ministério Público sobre a conduta do atual prefeito Demétrio Vilagra (PT), apontado por seu envolvimento em recebimento de dinheiro em fraudes de licitação na empresa.
 

Cidade de Campinas


Aquino foi o delator de uma rede de corrupção que levou à cassação do então prefeito de Campinas, Hélio de Oliveira Santos (PDT), e à prisão temporária de 20 pessoas em maio deste ano. A CP investiga a participação em fraudes com licitações e desvio de verbas do atual prefeito, Demétrio Vilagra (PT), na época em que era vice-prefeito.

Ao deixar o prédio da Câmara, Aquino foi escoltado por uma viatura da Policia Militar e por seguranças particulares. Questionado se temeria por sua vida, ele disse que não. "Olha, Deus me protege", respondeu. Aquino acrescentou também que não recebeu ameaças.

O ex-presidente da Sanasa é uma das sete testemunhas de acusação e o primeiro a falar. Empresários e agentes públicos estão agendados para os dias 25 e 28 de novembro. Vilagra já foi ouvido pela CP na última sexta-feira, quando afirmou ser inocente e desconhecer o esquema de cobrança de propina e corrupção.

Segundo investigação do Grupo de Ação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Publico, o nome de Vilagra foi flagrado em escutas telefônicas e em depoimento dos réus em depoimento em juízo. De acordo com Aquino, Vilagra faltou com a verdade ao dizer que não participou de reuniões e de não receber dinheiro de empresários.

"Luizinho, estive em nossa terrinha e trouxe um peixe frito". Essa foi uma das frases atribuídas a Vilagra (PT) em telefonema a Aquino para informar sobre uma remessa de valores. "O 'peixe frito' era o codinome. Vinha em envelope desses que todos nós conhecemos, e trazia notas graúdas", explicou o delator. "Deixo à disposição o meu sigilo telefônico. Foi no dia 24 de julho de 2009, no periodo matutino, um dia chuvoso, lembro bem. Ele que me telefonou".

Indagado se o fato de ser chamado de Luizinho pelo prefeito Vilagra denotava uma intimidade com o personagem denunciado pelo MP, Aquino falou que outras pessoas se referiam a ele assim. No depoimento, o delator ainda listou nomes de restaurantes e bares onde costumava se encontrar com os outros personagens apontados como participantes do esquema de corrupção, tráfico de influência e formação de quadrilha.

Aquino comandou a Sanasa de 2005 a 2008 durante a gestão do prefeito Hélio de Oliveira Santos (PDT), cassado em 20 de maio por improbidade administrativa ao declarar à Comissão Processante que desconhecia os problemas dentro da administração. O então vice-prefeito Demétrio Vilagra (PT) tomou posse, mas foi afastado por 15 dias. Então assumiu o presidente da Câmara, Pedro Serafim (PDT), que saiu após decisão do TJ-SP determinar o retorno de Vilagra ao cargo.

O processo para o afastamento de Santos e de Vilagra foram baseados em investigação do Ministério Público. De acordo com os promotores, as implicações contra os envolvidos foram reforçadas após Aquino fazer a sua delação premiada: ele não foi preso em troca de ajudar com informações privilegiadas.
 

Novo sistema de governo (inventado) para o Brasil é (Apolítico), ou seja, sem políticos, troque a irresponsabilidade pela responsabilidade, de o seu apoio no site: http://www.sfbbrasil.org

 

 

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