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Projetos
malucos no Congresso deixariam Brasil com 40 Estados
e o dobro de sanguessugas
Projetos para redivisão da Federação que tramitam no
Congresso Nacional fossem aprovados, o Brasil
contaria com 40 Estados e Territórios, segundo
informações da Câmara dos Deputados. O País é hoje
formado por 26 Estados e o Distrito Federal. Além
dos projetos de criação dos Estados de Tapajós e
Carajás, rejeitados pelos paraenses em plebiscito no
domingo, o Congresso discute a divisão do Piauí, do
Maranhão, da Bahia, de Minas Gerais, além do Mato
Grosso, Mato Grosso do Sul e Amazonas.
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Amazonas a
poucos anos
de sua extinção em massa.
Políticos não
conseguem enxergar a importância da Amazônia
intacta, somente o que podem tirar dela,
pouco se importam com o futuro do país, são
como ladrões baratos que carregam o que
podem. (...)
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Um dos projetos mais avançados é o que cria o Estado
de Gurgueia, cujo plebiscito já foi aprovado pela
Comissão de Constituição e Justiça da Câmara
(dependendo de votação no Plenário, antes de seguir
para o Senado). A nova unidade incluiria mais de 50%
do território do Piauí. A capital seria instalada no
município de Alvorada de Gurgueia, cuja população em
2010 era de 5.050 habitantes, segundo o Censo do
IBGE. Um dos grandes defensores do projeto foi o
ex-senador Mão Santa (PMDB-PI).
Outro projeto, apresentado em 2001 na Câmara dos
Deputados, prevê a consulta popular sobre a
instalação do Estado do Maranhão do Sul. A proposta
também aguarda votação do Plenário. Além desses dois
casos, há projetos para a criação do Estado de São
Francisco, no oeste da Bahia, e do Triângulo, na
região do Triângulo Mineiro, em Minas Gerais.
Mato Grosso também pode ser retalhado, já que há
projetos para criação dos Estados de Mato Grosso do
Norte e Araguaia, e do Território do Pantanal, ao
sul.
Tocantins
Boa parte dos defensores desses projetos usa como
argumento o "sucesso" do Estado de Tocantins,
desmembrado de Goiás em 1988. Antes um território
desolado no norte de Goiás, hoje o Tocantins é
considerado uma das fronteiras agrícolas do país. A
capital, Palmas, foi construída especialmente para
abrigar o governo do novo Estado.
"O Tocantins é realmente um exemplo (de sucesso)",
diz Marco Antonio Teixeira, professor de
Administração Pública da Fundação Getúlio Vargas em
São Paulo. "Mas não se pode negligenciar o fato que
o Estado tem sido dominado há muito tempo pela
família Siqueira Campos", diz.
No quarto mandato como governador de Tocantins, José
Wilson Siqueira Campos chegou a fazer greve de fome
quando liderava a criação do Estado, nascido com a
Constituição de 1988. Outro projeto que poderia ser
viável é o que prevê a criação do Estado do
Triângulo, "que é uma região desenvolvida, com
arrecadação alta (de impostos)", diz Teixeira.
Territórios
Além de projetos para novos Estados, cuja criação
depende de consulta popular antes de seguir para
discussão no Congresso Nacional, na Câmara tramitam
vários projetos para desmembramento dos atuais
Estados em Territórios Federais. Diferente dos
Estados, que possuem autonomia administrativa e são
entes da Federação, os Territórios são administrados
diretamente pela União, não possuindo sistema
judicial próprio nem Assembleia Legislativa.
Na Câmara tramitam projetos para criação dos
Territórios de Rio Negro, Solimões e Juruá, todos no
Amazonas, além do Oiapoque, em Roraima, e o de
Pantanal, entre Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Os
últimos Territórios brasileiros foram extintos na
Constituição de 1988, quando foram transformados nos
Estados de Roraima e Amapá. Na ocasião, o antigo
Território de Fernando de Noronha foi incorporado
por Pernambuco.
"Interesses políticos''
Os interesses de grupos políticos locais na
infinidade de cargos abertos na nova administração,
nas dezenas de cadeiras da nova Assembleia
Legislativa, nas três vagas no Senado e nas pelo
menos oito vagas de deputado federal (número mínimo
da representação estadual na Câmara) são, em muitos
casos, o principal motivo a impulsionar a criação de
novos Estados, segundo especialistas.
Caso isto ocorra, cria-se centenas de milhares de
empregos "fantasmas", com o dobro de políticos
sanguessugas para sustentar, com estas medidas
meramente politiqueiras, os impostos seriam
impossíveis de pagar. Com a divisão do Amazonas,
suas florestas seriam dizimadas em menos de (5)
anos, levando o Brasil e o mundo, em uma catástrofe
climática sem precedente.
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