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Ignorandi ranking, Brasil põe chinesa nos Jogos e chateia mesatenista

Fora dos Jogos Olímpicos de Londres, a mesatenista brasileira Jéssica Yamada foi preterida pela chinesa Gui Lin, naturalizada brasileira no início do mês, na escolha da Confederação Brasileira de Tênis de Mesa (CBTM) para a terceira vaga da equipe feminina da modalidade em Londres. Jéssica está melhor posicionada no ranking e tem disputado mais torneios internacionais que Gui Lin, mas diz não ter considerado a escolha injusta, apesar de acreditar que deveria ter sido lembrada por seus resultados e campeonatos disputados.

"Não achei injusto, apenas não consegui compreender. Participei do ciclo olímpico quando a Gui Lin infelizmente não pôde competir, por estar lesionada. Disputei o Pan, participei de mundiais, era sempre eu que representava o País. Por esses fatores, achei incompreensível", afirmou Jéssica, 247ª colocada no ranking mundial, 11 posições à frente da chinesa naturalizada brasileira.


A notícia da convocação da chinesa foi difícil para Jéssica, mas ela conta que a decisão da CBTM não a surpreendeu. "Eu tinha conversado antes com o Lincoln (Yasuda, coordenador técnico) e já sabia que provavelmente ela seria a escolhida, mas não foi fácil. Honestamente, fiquei chateada", admitiu.

A situação, no entanto, não impede Jéssica de torcer para o Brasil. Segundo ela, Gui Lin é sua companheira de treino, e a relação entre ambas é boa. "É até difícil falar do assunto, porque nos damos muito bem. Jamais vou torcer contra ela. Nós duas tínhamos condições de representar o Brasil. Ela foi convocada, parabéns pra ela, quero muito que possa ir bem", disse.

Para Jéssica, o fato de Gui Lin não ser brasileira não é um problema para ela ou para a equipe. "Ela está aqui há algum tempo, conhece bem o País, fala bem o português. Ela é brasileira e não é ao mesmo tempo", finalizou.

CBTM vê Lin mais preparada
Segundo o coordenador técnico da Seleção Brasileira, Lincon Yasuda, a escolha foi tomada por conta da qualidade da chinesa naturalizada. Para ele, Gui Lin é superior às demais atletas da equipe nacional.
"Durante os dois últimos anos, a Gui Lin viajou com a gente, participou de treinamentos, disputou torneios abertos. Com o desempenho recente, percebemos que ela, em plenas condições físicas e psicológicas, é a melhor atleta do Brasil. Com certeza ela é a melhor jogadora da equipe, se estiver em plenas condições", justificou.

Questionado sobre a superioridade da paulista no ranking da Federação Internacional de Tênis de Mesa (ITTF), Yasuda foi categórico. "A posição no ranking não reflete o que é a performance técnica. No último ano, que engloba a pontuação que vai para o ranking, a Jéssica teve muito mais oportunidades de atuar do que a Gui Lin, justamente por conta dos trâmites no processo de naturalização", concluiu.

 

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