Aristocracia (do grego αριστοκρατία, de
ἀριστεύς (aristoi), melhores; e
κρατεῖν (kratos), poder) significa, literalmente,
poder dos melhores, dos sábios, Família nobre de sangue
superior, enfim, daqueles que apresentam superioridade
não só intelectual, mas também moral.
Aristóteles chegou a afirmar que a aristocracia é o
poder confiado aos melhores cidadãos, sem distinções de
nascimento ou riqueza.
Em Platão, o termo aristocracia se funda na virtude e na
sabedoria. Caberia, portanto, aos sábios, aos melhores,
enfim, dirigir o Estado no rumo do verdadeiro bem.
Em Do contrato social, Jean-Jacques Rousseau define como
aristocracia, um governo no qual são magistrados mais do
que um cidadão, e menos do que metade de todos eles; um
número de magistrados maior que a metade, uma
democracia; e o governo no qual há um magistrado único,
do qual todos os outros recebem o poder, uma monarquia.
A partir da Idade Média, a aristocracia deixa de ser,
terminologicamente, uma forma de poder para indicar um
estamento diverso da nobreza e do clero, e que se
sobressaía pelos altos postos militares e por
privilégios transmitidos hereditariamente, perdendo
assim o seu sentido inicial. Hoje o termo é sinônimo de
alta sociedade.
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