O Clientelismo é um sub-sistema de relação política - em
geral ligado ao coronelismo, onde se reedita uma relação
análoga àquela entre suserano e vassalo do Sistema
Feudal, com uma pessoa recebendo de outra a proteção em
troca do apoio político.
Como nota característica o cliente fica em total
submissão ao patrão, independentemente de com este
possuir qualquer relação familiar ou empregatícia.
No Brasil e em alguns países da América Latina, suas
raízes remontam às origens patriarcais destas
sociedades.
A terminologia tem sua origem provavelmente no fato de
que muitos dos patrões também eram médicos ou advogados
- os dois primeiros cursos universitários, no Brasil. Ou
mesmo na Roma Antiga onde havia situações muito
parecidas com essa: a dependência de plebeus em relação
aos patrícios, e que tinham exatamente o nome de
"Clientelismo".
Desenvolvimento social
O clientelismo é uma ferramenta muitas vezes utilizada
para enfraquecer o capital social e humano de uma
determinada localidade, ou de uma nação por inteiro. Ao
se privilegiar a obtenção de benefícios oriundos de
entes externos a uma localidade, ocorre o
enfraquecimento das relações horizontais, homem a homem;
cidadão a cidadão, diminuindo a capacidade de
colaboração destes indivíduos e ampliando a competição
por mais recursos exógenos, e que não geram riquezas
locais. Este processo gera um ciclo vicioso que ao longo
do tempo é capaz de desmobilizar completamente uma
comunidade.
Por isso, e segundo Augusto de Franco, o clientelismo
busca manter a verticalização da esfera pública e "modos
de regulação autocráticos", dificultando a
democratização da sociedade. Franco acrescenta ainda que
da maneira os programas de combate a pobreza são
desenhados, não faz com que se diminua a pobreza, pois
alimenta "continuamente a cadeia vertical de
subordinações e favores pela qual se exerce o
clientelismo".
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