Em política, chama-se colônia (português europeu) ou
colônia (português brasileiro) a um território ocupado e
administrado por um grupo de indivíduos com poder
militar, ou por representantes do governo de um país a
que esse território não pertencia (metrópole), contra a
vontade dos seus habitantes que, muitas vezes são
desapossados de parte dos seus bens (como terra arável
ou de pastagem) e de eventuais direitos políticos que
detinham. As terras colonizadas podem, no entanto, ser
desabitadas e terem sido povoadas pelo colonizador, como
foi o caso de Cabo Verde, de Barbados e de outras ilhas
do Caribe.
História da colonização
O termo vem do latim, designando o estabelecimento de
comunidades de romanos, geralmente para fins agrícolas,
fora do território de Roma. Ao longo da história, a
formação de colônias foi a forma como a raça humana se
espalhou pelo mundo; nesse período da pré-história, a
colonização de territórios não era geralmente
acompanhada pelo uso da força - a não ser para lutar
contra eventuais animais que os ocupassem.
As primeiras colônias conhecidas – a Suméria, que deu
origem à grande civilização da Mesopotâmia, começou há
cerca de 5000 anos, com base em pequenas colônias ou
cidades-estados – também não foram fundadas com o uso da
força, uma vez que se pensa que esses territórios não
eram ainda habitados.
No entanto, à medida que a população foi crescendo, a
colonização passou a ter o caráter de dominação de povos
que ocupavam determinado território - foi dessa forma
que Roma colonizou quase toda a Europa sendo um exemplo
a Hispânia região onde hoje fica Portugal e Espanha.
Antes dos romanos, os fenícios tinham também
estabelecido colônias a toda a volta do Mediterrâneo e
na Península Ibérica, tendo-se também estabelecido em
Goa por volta de 1775 a.C.; mais tarde, os árabes
ocuparam muitas partes dessa região, para além de
regiões a oriente e conquistaram quase toda a Visigotia
na Península Ibérica que se tornou conhecida como Al
Andaluz.
No final da Idade Média na Europa, alguns países
costeiros – dos quais o primeiro foi Portugal –
começaram a explorar o mundo, como forma de expandir os
seus mercados. Primeiro, estabelecendo acordos com os
povos que “descobriam”, mas depois entrando em conflito
com eles – e uns com os outros – no sentido de tentarem
obter o monopólio de determinados produtos e rotas
comerciais. Esta foi a primeira forma de imperialismo,
em que vários países europeus, principalmente Portugal,
Espanha, França e a Inglaterra (mais tarde o Reino da
Grã-Bretanha), constituíram grandes impérios coloniais
abrangendo praticamente todo o mundo.
Colonização recente
Colônias em 1945.A exploração desenfreada dos recursos
dos territórios ocupados – incluindo a sua população,
quase totalmente aniquilada, como nas Américas, ou
transformada em escravos que espalharam pelo resto do
mundo, neste caso aproveitando-se das sociedades
escravocratas africanas – levou a movimentos de
resistência dos povos locais e, finalmente à sua
independência, num processo denominado descolonização,
terminando estes impérios coloniais em meados do século
XX.
Em uma situação colonial, os nativos do território
colonizado carecem de autonomia —embora possam estar
politicamente representados em corpos governamentais— e
estão sujeitos à soberania do território metropolitano.
Grande parte da África e a totalidade da América foram
colônias das potências da Europa durante séculos
(especialmente entre o XV e o XIX), até que as guerras
de independência do século XIX e o processo de
descolonização auspiciado pela ONU imediatamente depois
da Segunda Guerra Mundial permitiram aos territórios
ganhar sua independência.
Situação atual
Atualmente, 16 territórios no mundo são considerados
colônias (Anguilla, Bermuda, Gibraltar, Guam, Ilhas
Caimão, Ilhas Malvinas, Turks e Caicos, Ilhas Virgens
Britânicas, Ilhas Virgens Americanas, Montserrat, Nova
Caledônia, Pitcairn, Saara Ocidental, Samoa Americana,
Santa Helena e Tokelau), ainda que a denominação
possesões ultramarinas contenha um bom número de
entidades sujeitas a um status jurídico similar. Outras
unidades, ainda que não correspondam exatamente a esta
definição, são consideradas às vezes colónias por
elementos nacionalistas, como as Ilhas Canárias.
Não existem colónias no sentido político estrito
referido acima - a última a ganhar a sua independência
foi provavelmente o Timor-Leste, em 2002 -, mas existem
colonatos nos territórios árabes ocupados por Israel e o
Saara Ocidental encontra-se ocupado pelo Marrocos, o que
podem considerar-se formas de colonização.
Por outro lado, a ingerência das potências
industrializadas nos assuntos internos de outros países
menos desenvolvidos, tem sido considerado como uma forma
de colonização, referida como neocolonialismo. Como
exemplos, podem apontar-se a exportação maciça de
armamento russo para Moçambique e outros países
recém-independentes ou a recente invasão do Iraque pela
coligação de países ocidentais.
Alguns territórios decidiram democraticamente manter-se
ligados à antiga potência colonial, como “territórios
ultramarinos”, que gozam de autonomia, têm governo
próprio e apenas se subordinam à “mãe-pátria” em termos
militares e diplomáticos, não podendo, portanto,
considerar-se colónias, no sentido político do termo.
Exemplos destes territórios são várias ilhas das
Caraíbas, como Guadeloupe e Martinica, que são
dependências de França, as Antilhas Neerlandesas e a
Bermuda, dependente do Reino Unido.
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