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Independência é a desassociação de um ser em relação a
outro, do qual dependia ou era por ele dominado; É o
estado de quem ou do que tem liberdade ou autonomia.
Em Política, o conceito de independência de um país ou
território é a conquista e manutenção da sua soberania
política e econômica, que pode ser absoluta ou relativa.
A independência absoluta diz respeito aos estados que
possuem integral governo de seus atos, no plano interno,
regido ou não pelo Estado de Direito. Diz-se relativa a
Independência quando o ente goza de determinadas
competências que lhe são exclusivas, e que devem ser
respeitadas pelo ente hierarquicamente superior (por
exemplo: o estado ou província, em relação aos
municípios), ou em casos excepcionais, os Estados sob
intervenção internacional (exemplo: o Haiti sob
intervenção da ONU).
Interdependência - Também há de se falar, na acepção
política, da "independência" dos Três Poderes
(Executivo, Legislativo e Judiciário). Como neste caso a
autonomia administrativa dos entes importa num
relacionamento institucional harmônico, fala-se em
"Interdependência".
História de Portugal
Se rápida foi a [invasão muçulmana da Península
Ibérica|ocupação muçulmana] da Península Ibérica, a
reconquista pelos Visigodos foi francamente mais lenta.
Este processo gradual originou o nascimento de pequenos
reinos que iam sendo alargados à medida que a
Reconquista era bem sucedida. Primeiro, o Reino das
Astúrias, que viria a dividir-se entre os filhos de
Afonso III das Astúrias quando morreu. Assim nasciam os
reinos de Leão e Castela e, mais tarde, de Navarra e
Aragão e da Galiza, sendo que este compreendia já as
terras de Portucale, que correspondia mais ou menos os
territórios que hoje fazem parte de Portugal, até à
cidade de Coimbra.
Afonso VI de Leão e Castela, (autodenominado Imperador
de toda a Espanha), entregou por mérito a um cruzado o
governo do Reino da Galiza ao Conde Raimundo, juntamente
com a sua filha Urraca para que estes formassem uma
aliança. A partir daí, as chamadas terras de Portucale
passam a ser um Condado (Condado Portucalense)
dependente do Reino da Galiza, que por sua vez prestava
vassalagem a Afonso VI de Leão e Castela, Imperador de
toda a Hispânia Cristã.
Alguns anos mais tarde, em 1096, descontente com as
políticas bélicas de Raimundo, Afonso VI entrega o
governo do Condado Portucalense ao primo de Raimundo,
Rei do Reino da Galiza, o Conde D. Henrique de Borgonha,
juntamente com a sua outra filha, D. Teresa, passando
assim a ser Conde de Portucale. Na prática, o Condado
Portucalense deixava de ser dependente do Reino de
Galiza, para prestar vassalagem directamente ao Reino de
Leão, o que provocou um grande descontentamento entre a
nobreza galega.
Deste condado, nasceria o reino de Portugal. D. Henrique
governou no sentido de conseguir uma completa autonomia
para o seu condado e deixou uma terra portucalense muito
mais livre do que aquela que recebera. Aquando a morte
de D. Henrique (1112), sucede-lhe a viúva deste, D.
Teresa, no governo do condado durante a menoridade do
seu filho Afonso Henriques. Inicialmente, o pensamento
de D. Teresa foi idêntico ao do seu marido: fortalecer a
vida portucalense, conseguir a independência para o
condado. D. Teresa começou (1121) a intitular-se
«Rainha», mas os muitos conflitos diplomáticos e a
influência que concedeu a alguns nobres galegos
(principalmente a Fernão Peres) na gerência dos negócios
públicos prejudicou o seu esforço de tal maneira a que
D. Teresa foi obrigada a abdicar das suas pretensões, e
mudar de política. Por esta altura, D. Teresa planeava
uma união com a poderosa família galega dos Trava,
unindo assim novamente o Condado Portucalense ao Reino
de Galiza, inviabilizando toda e qualquer aspiração
portuguesa à independência.
Aos catorze anos de idade (1125), o jovem Afonso
Henriques, com o apoio da nobreza portuguesa, arma-se a
si próprio cavaleiro – segundo o costume dos reis –
tornando-se assim guerreiro independente. A posição de
favoritismo em relação aos nobres galegos e a
indiferença para com os fidalgos e eclesiásticos
portucalenses por parte de sua mãe, D. Teresa, originou
a revolta destes, sob chefia do seu filho, D. Afonso
Henriques.
A luta entre D. Afonso Henriques e sua mãe desenrola-se,
até que a 24 de Junho de 1128 se trava a Batalha de São
Mamede (Guimarães) e D. Teresa é expulsa da terra que
dirigira durante 15 anos. Uma vez vencida, D. Afonso
Henriques toma conta do condado, declarando-o reino
independente, dado que ele era neto de Afonso VI,
Imperador de toda a Hispânia, passando a assinar todos
os documentos oficiais não como Conde, mas sim como Rei.
Continuou, no entanto, a lutar contra as forças de
Afonso VII de Leão e Castela (inconformado com a perda
das terras portuguesas, pois à semelhança de sei pai,
Afonso VI, ele também se intitulava como Imperador),
enquanto paralelamente travava lutas contra os
muçulmanos. Em 1139, depois de uma estrondosa vitória na
batalha de Ourique contra um forte contingente mouro, D.
Afonso Henriques afirma-se como Rei de Portugal, e com o
apoio dos chefes portugueses, é aclamado como Rei
soberano.
Nascia, pois, em 1139, o Reino de Portugal e sua
primeira dinastia, com o Rei Afonso I de Portugal (D.
Afonso Henriques). Só a 5 de Outubro de 1143 é
reconhecida independência de Portugal pelo rei Afonso
VII de Castela, no Tratado de Zamora, assinando-se a paz
definitiva. Desde então, D. Afonso Henriques (Afonso I)
procurou consolidar a independência por si declarada.
Fez importantes doações à Igreja e fundou diversos
Conventos. Dirigiu-se ao Papa Inocêncio II e declarou
Portugal tributário da Santa Sé, tendo reclamado para a
nova monarquia a protecção pontifícia. Em 1179 o Papa
Alexandre III, através da Bula Manifestis Probatum,
reconhece a existência de Portugal como país
independente e vassalo da Igreja Católica Apostólica
Romana.
Na continuação das conquistas procurou também terreno ao
sul, povoado, até então, por Mouros e, após ver
malograda a primeira tentativa de conquistar Lisboa em
1142, feito que só conseguiu realizar em 24 de Outubro
do mesmo ano, após conquistar Santarém no dia 15 de
Março com o auxílio de uma poderosa esquadra com 160
navios, e um contingente de 12 a 13 mil cruzados que se
dirigiam para a Terra Santa.
Independência do Brasil
Segundo relatos de um padre que integrava a Comitiva do
então Príncipe Regente D. Pedro, publicado tempos depois
que a data de 7 de setembro de 1822 sagrou-se como marco
da Independência brasileira, a história ocorrera deste
modo:
O 7 de Setembro, segundo o Padre Belchior
Em 7 de Setembro de 1822, o príncipe regente dom Pedro,
irritado com as exigências da corte que retornara para
Portugal, declarou oficialmente a separação política da
colônia que governava em relação à sua metrópole. Estava
proclamada a independência do Brasil.
D. Pedro mandou que o vigário da cidade de Pitangui,
Padre Belchior, único mineiro na comitiva, abrisse e
lesse em voz alta toda a correspondência às margens do
Ipiranga, em 07/09/1822. Revoltado, o príncipe arrancou
das mãos do padre a carta, amarrotando-a e jogando-a no
chão. Inteirado da gravidade do momento, o príncipe
disse:
_E agora, Padre Belchior?
_Se Vossa Alteza não se fizer Rei do Brasil será
prisioneiro das Cortes e talvez deserdado por elas. Não
há outro caminho senão a Independência e a separação –
respondeu prontamente o vigário.
D. Pedro caminhou alguns passos, acompanhado pelo
vigário pitanguiense, por Bregaro, Cordeiro, Carlota e
outros que ali estavam em direção aos animais e,
finalmente, disse ao vigário:
_Padre Belchior, eles querem, terão a sua conta. As
Cortes me perseguem, chamam-me, com desprezo, de
rapazinho e brasileiro. Pois verão agora o quanto vale o
rapazinho. De hoje em diante, estão quebradas as nossas
relações, nada mais quero do Governo Português e
proclamo o Brasil para sempre separado de Portugal! - E
emendou: – Brasileiros, a nossa divisa de hoje em diante
será o dístico Independência ou Morte!
Um mês depois, em 12 de Outubro de 1822, dom Pedro foi
aclamado imperador do Brasil e, em 1º de Dezembro,
coroado pelo bispo do Rio de Janeiro, recebendo o título
de D. Pedro I.
Fonte: "A Face Oculta da História", de Jorge Lasmar
A conquista da independência do Brasil é, na verdade, um
processo bem amplo, que começa realmente com o
enfraquecimento do sistema colonial (vide: Inconfidência
Mineira e Conjuração Baiana), cresceu com a chegada da
Corte portuguesa ao Brasil (1808) e só termina em 1824,
com a adoção da primeira Constituição brasileira, após
muitas batalhas em que morreram brasileiros e
portugueses, na Bahia, Piauí e Pará.
Movimentos Contemporâneos por Independência
Vários movimentos políticos e sociais reivindicam a
autonomia de territórios ou nações, atualmente sob
domínio de outros. Alguns optam pela via pacífica e
diplomática para fazer valer suas exigências. Outros, no
entanto, apelam para luta armada e até terrorismo.
Nesta situação encontram-se nações como a Irlanda do
Norte em relação ao Reino Unido; o País Basco, em
relação à Espanha e França; o Tibete, face à República
Popular da China; algumas repúblicas oriundas da União
Soviética; a Armênia diante da Turquia, Iraque e Rússia,
dentre outros.
Maior conflito europeu depois da Segunda Guerra Mundial,
a Independência dos ex-repúblicas da Iugoslávia (Kosovo,
República da Macedónia, Montenegro, Sérvia e Bósnia e
Herzegovina) revelou o potencial explosivo ainda latente
em várias partes do globo.
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