"Liberdade, essa palavra
que o sonho humano alimenta
que não há ninguém que explique
e ninguém que não entenda."
Cecília Meireles, em Romanceira da Inconfidência
A Liberdade Guiando o Povo, de Delacroix, uma
personificação da liberdade que, antigamente, era vista
como resultado de batalhas e de imposição de vontades e
justiças.Em filosofia, "liberdade" designa, de uma
maneira negativa, a ausência de submissão, de servidão e
de determinação, isto é, ela qualifica a independência
do ser humano. De maneira positiva, liberdade é a
autonomia e a espontaneidade de um sujeito racional.
Isto é, ela qualifica e constitui a condição dos
comportamentos humanos voluntários.
Metafísica
Política
Poderes
Executivo | Judiciário | Legislativo | Moderador
Formas de Governo
Monarquia | República | Anarquia
Regimes e Sistemas
Parlamentarismo | Presidencialismo | Democracia |
Democracia direta | Democracia semidireta | Democracia
representativa | Ditadura | Absolutismo | Autoritarismo
| Regência
Tipos de Poder
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Cleptocracia | Clerocracia | Corporativismo |
Corporocracia | Meritocracia | Minarquia | Oclocracia |
Oligarquia | Plutocracia | Sociocracia | Tecnocracia |
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Fisiologismo
Classes de Estado
Colônia | Confederação | Federação | Império |
Principado | Protetorado | Reino | República
Conceitos
Ativismo | Congresso | Corrupção | Doutrina | Estado |
Governo | Hegemonia | Ideologia | Legislatura |
Liberdade | Nação | Partido | Pátria | Parlamento |
Regionalismo | Soberania | Tirania | Unitarismo
Processos
Eleições | Golpe | Revolução | Independência |
Plebiscito | Referendo | Protesto | Repressão | Lobby
Divisões Administrativas
Concelho | Condado | Departamento | Estado | Município |
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Cargos e Postos
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| Intendente | Ministro | Prefeito | Presidente |
Primeiro-Ministro | Rei | Secretário | Senador |
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Disciplinas
Ciência Política | Diplomacia | Filosofia Política |
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Política Internacional | Teoria Política
Espectro Político
Esquerda | Direita
Ideologias
Anarquismo | Comunismo | Fascismo |Nazismo | Neonazismo
| Liberalismo | Populismo | Esquerdismo |
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| Democracia Cristã
Atitudes
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| Conservadorismo | Elitismo | Imperialismo |
Neo-imperialismo | Intervencionismo | Isolacionismo |
Nacionalismo | Oposicionismo | Pacifismo | Radicalismo |
Sectarismo | Separatismo | Secularismo | Tradicionalismo
| Pluri | Bi | Unipartidarismo
Abstenção | Anistia | Desobediência civil | Dissidência
| Resistência | Subversão | Clandestinidade |
Multiculturalismo | Terrorismo
As principais teorias metafísicas sobre a liberdade de
expressão.
Liberdade de indiferença
Ser indiferentemente livre é não ter mais propensão a
fazer uma do que outra, entre duas alternativas. (Ver
asno de Buridan.)
Leibniz considerou a liberdade de indiferença
impossível. Descartes a considerou o grau mais baixo da
liberdade (ver as Meditações sobre filosofia primeira,
"Quarta Meditação").
Espontaneidade
Descartes viu a liberdade como espontaneidade. Uma causa
espontânea é uma causa não motivada por algo exterior e
sim uma própria decisão sua, apesar de depender de algo
como, dinheiro ou bens materiais, sua decisão o torna
livre. Ver:
Livre-arbítrio.
Teodicéia.
Vontade.
Esclarecimento
Para Descartes, age com mais liberdade quem melhor
compreende as alternativas em escolha. Quanto mais
claramente uma alternativa apareça como a verdadeira,
mais facilmente se escolhe essa alternativa.
Pessoas ignorantes realizam escolhas indiferentemente
(ver "Liberdade de Indiferença", acima), e por isso são
menos livres do que as pessoas esclarecidas.
Autonomia
Para Kant, ser livre é ser autônomo, isto, é dar a si
mesmo as regras a serem seguidas racionalmente. Todos
entendem, mas nenhum homem sabe explicar.
Uma das obras realizadas por Kant é a Crítica da Razão
Pura. Nesta, o estudo do fato da razão torna-se
pertinente, pois discorre sobre a liberdade nesse
contexto. O fato da razão citado por Kant é a
consciência do indivíduo sobre as leis morais vigentes (REALE,
1990, p.914). Mas esse fato da razão só pode ser
admitido com a existência da liberdade, esta liberdade
só é admitida com uma intuição intelectual, ou seja,
conhecimento. Kant explica aqui que ter consciência das
leis morais vigentes não é apenas por vias de intuição,
ou conhecimento, puro nem intuitivo, essa consciência,
ou fato da razão depende da intuição intelectual, para
que se possa ver a liberdade como positiva. Kant chama
esse aspecto positivo de autonomia. A liberdade que o
homem deve aproveitar, em Kant, diz respeito à vontade.
Essa vontade não deve ser bloqueada por nenhum tipo de
heteronomia. O livre arbítrio deve ser utilizado de
forma pura para que não dependa de nada com relação à
lei. Portanto a pessoa dotada de liberdade, ou seja, sem
intervenções de outrem, pode fazer uso desta, porém o
fará com maior clareza se seu conhecimento e consciência
de sua liberdade existir.
Spinoza
Para Spinoza, ser livre é fazer o que segue
necessariamente da natureza do agente.
A liberdade suscita ao homem o poder de se exprimir como
tal, e obviamente na sua totalidade. Esta é também, a
meta dos seus esforços, a sua própria realização.
Apesar de muitas vezes associarmos o conceito de
liberdade à decisão e determinação constante, esta não
será bem assim, já que a nossa vida é condicionada a
cada ousadia e passo. A deliberação, está então
conduzida pelo envolvente humano, no qual se inserem as
leis físicas e químicas, biológicas e psicológicas. Caso
contrário passa a chamar-se libertinagem. Associada à
liberdade, está também a noção de responsabilidade, já
que o acto de ser livre implica assumir o conjunto dos
nossos actos e saber responder por eles.
No geral, ser livre é ter capacidade para agir, com a
intervenção da vontade.
Leibniz
Para Leibniz, o agir humano é livre a despeito do
princípio de causalidade que rege os objetos do mundo
material.
A ação humana é contingente, espontânea e refletida. Ou
seja, ela é tal que poderia ser de outra forma (nunca é
necessária) e por isso, contingente. É espontânea porque
sempre parte do sujeito agente que, mesmo determinado, é
responsável por causar ou não uma nova série de eventos
dentro da teia causal. É refletida porque o homem pode
conhecer os motivos pelos quais age no mundo e, uma vez
conhecendo-os, lidar com eles de maneira livre.
Schopenhauer
Para Schopenhauer, a ação humana não é, absolutamente,
livre. Todo o agir humano, bem como todos os fenômenos
da natureza, até mesmo suas leis, são níveis de
objetivação da coisa-em-si kantiana que o filósofo
identifica como sendo puramente Vontade.
Para Schopenhauer, o homem é capaz de acessar sua
realidade por um duplo registro: o primeiro, o do
fenômeno, onde todo o existente reduz-se, nesse nível, a
mera representação. No nível essencial, que não deixa-se
apreender pela intuição intelectual, pela experiência
dos sentidos, o mundo é apreendido imediatamente como
vontade, Vontade de Vida. Nesse caso, a noção de vontade
assume um aspecto amplo e aberto, transformando-se no
princípio motor dos eventos que sucedem-se na dimensão
fenomênica segundo a lei da causalidade.
O homem, objeto entre objetos, coisa entre coisas, não
possui liberdade de ação porque não é livre para
deliberar sobre sua vontade. O homem não escolhe o que
deseja, o que quer. Logo, não é livre - é absolutamente
determinado a agir segundo sua vontade particular,
objetivação da vontade metafísica por trás de todos os
eventos naturais. O que parece deliberação é uma ilusão
ocasionada pela mera consciência sobre os próprios
desejos.
Sartre
Para Jean-Paul Sartre, a liberdade é a condição
ontológica do ser humano. O homem é, antes de tudo,
livre. O homem é livre mesmo de uma essência particular,
como não o são os objetos do mundo, as coisas. Livre a
um ponto tal que pode ser considerado a brecha por onde
o Nada encontra seu espaço na ontologia. O homem é nada
antes de definir-se como algo, e é absolutamente livre
para definir-se, engajar-se, encerrar-se, esgotar a si
mesmo.
A liberdade humana revela-se na angústia. O homem
angustia-se diante de sua condenação à liberdade. O
homem só não é livre para não ser livre, está condenado
a fazer escolhas e a responsabilidade de suas escolhas é
tão opressiva, que surgem escapatórias através das
atitudes e paradigmas de má-fé, onde o homem aliena-se
de sua própria liberdade, mentindo para si mesmo através
de condutas e ideologias que o isentem da
responsabilidade sobre as próprias decisões.
Ética
Em ética a liberdade costuma ser considerada um
pressuposto para a responsabilidade do agente, para o
desenvolvimento de seu ambiente, de suas estruturas para
conseguir, no final, satisfação para o meio.
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