O neonazismo está associado ao resgate do nazismo ou
nacional-socialismo, ideologia política criada por Adolf
Hitler, no começo da década de 1920. O movimento
neonazista (ou neo-nazi) tem suas origens colocadas em
preceitos racialistas, primando sempre pela "raça pura
ariana". Os seguidores da doutrina em sua maioria
promovem preconceito contra grupos específicos, como
homossexuais, negros, índios, judeus e comunistas.
Algumas correntes preferem apenas a segregação da "raça
pura ariana" das demais "raças", condenando agressões
físicas contra tais grupos (não condenando porém
violência moral e psicológica, às vezes assegurada por
lei). Outras promovem explicitamente o ataque físico aos
grupos citados. Há grande oposição vinda dos neonazistas
com relação a grupos punks, fazendo com que cresça uma
hostilidade entre os dois grupos.
Apesar da prática racialista ou racista, os neo-nazis
não se denominam racistas, promovendo às vezes debates e
reuniões sobre seu movimento e culturas opostas à
ideologia nazista, com o intuito de engrandecer a
favorecer o movimento neonazista. Não raramente estas
reuniões são planejadas de modo que induzam jovens a
participar destes movimentos. Tais encontros, em que
membros se declaram explicitamente a favor da doutrina
nazista, são proibidos (por propagação de nazismo) na
maioria dos países do mundo, porém muitas vezes tal
proibição é relevada, como acontece em alguns países da
Europa e nos EUA.
Negação ou minimização do Holocausto
Ver artigo principal: Negação do Holocausto
Muitos neo-nazis promovem a minimização ou negação do
Holocausto. Afirmam que o genocídio deliberado
(freqüentemente em câmaras de gás) de mais de 6.000.000
de judeus é ou uma mentira ou um tremendo exagero.
Historiadores conceituados calculam que o número de
judeus mortos durante o Holocausto varia entre 5,1 e 6,2
milhões.Existe a suspeita de que os neo-nazis usam a
negação do Holocausto para tornar o nazismo mais
palatável, ao remover a associação da ideologia com o
genocídio. Alguns dos que negam o Holocausto sequer se
identificam a si mesmos como neo-nazis, e uns poucos,
como David Cole, são até judeus. Outros neo-nazis que
não negam o Holocausto apontam alegados eqüivalentes
imorais, tais como o bombardeio de Dresden na Segunda
Guerra Mundial, e a expulsão dos alemães após a o fim
daquele conflito; ou justificam as execuções feitas
pelos nazis como retaliações contra atos de sabotagem,
terrorismo e subversão.
Grupos neonazistas
Anti-semitismo
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Os Protocolos dos Sábios de Sião
Sobre os judeus e suas mentiras
Perseguição:
Expulsões de judeus · Gueto · Pogrom
Judensau · Judenhut · Estrela amarela
Holocausto
Neo-Nazistas
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EUMC · Stephen Roth Institute
Wiener Library
Escritores
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Irwin Cotler · Todd Endelman
Jack Fischel · Norman Finkelstein
Abraham Foxman · Manfred Gerstenfeld
Brian Klug · Bernard Lewis
Deborah Lipstadt · Léon Poliakov
Jonathan Sacks · Pierre-André Taguieff
Robert Wistrich
Categorias
Anti-semitismo · História judaica
Um skinhead neo-nazi alemão.Normalmente existem diversos
grupos neonazistas, principalmente formado por jovens
entre 16 e 25 anos de idade. O material destes grupos
provém de sites na internet, tendo forte influência de
grupos neonazistas alemães, ainda presentes. Mesmo a
Alemanha tendo proibido qualquer atividade relacionada
ao nazismo, estes grupos são mantidos por partidos de
extrema direita, sediados na Europa e em outros países.
Influências
O aumento da quantidade de grupos neonazistas levou ao
maior estudo dos mesmos, tanto profissionalmente por
especialistas quanto de modo amador pela sociedade de um
modo geral, ambos buscando explicações plausíveis para
tal fenômeno. Das explicações encontradas, uma das mais
aceitas e tida como razoavelmente plausível é: Os jovens
procuram grupos neonazistas porque não encontram
respostas para questões de ordem familiar, pessoal,
social e até mesmo cívica. Nos Estados Unidos da
América, o crescimento vertiginoso do crime
simultaneamente ao das imigrações ilegais e da forte
difusão da cultura afro-americana e latina cria um
sentimento de angústia e medo por parte da suposta "Raça
Branca". Os jovens brancos estadunidenses estão
vulneráveis a organizações que culpem essas minorias
étnicas (latinos-não-brancos e afro-americanos) por tais
problemas, e os movimentos neonazistas sabem disso.
Assim, explorando a vulnerabilidade juvenil, os
movimentos neonazistas podem reunir facilmente alguns
desses jovens, manipulando-os. A própria proibição de
propagação do nazismo na maioria dos países estimula os
jovens que inicialmente não conhecíam o nazismo a
interessar-se nos movimentos, visto que é característica
marcante dos jovens a busca do proibido como forma de
expressar rebeldia e contestação.
Essa busca por culpados para os problemas rotineiros
obviamente não levam o jovem extremista ao caminho do
neonazismo. Enquanto os neonazistas culpam minorias
étnicas e religiosas, outros grupos culpam, por exemplo,
o grupo político que está no poder, podendo ingressar em
grupos de radicais políticos.
Recrutamento
O recrutamento de novos membros ocorre principalmente
pela ferramenta mais popular atualmente, a internet.
Apesar de inúmeros países terem leis que proíbam a
divulgação da ideologia nazista, os sites se hospedam em
países que permitem tal divulgação, dificultando a
prisão destes envolvidos. Nestes sites encontram-se
materiais para divulgação dos movimentos neonazistas,
informações de reuniões, artigos e textos de apoio à
causa neonazista. Mesmo assim esses sites registram
inúmeros acessos diariamente, estando principalmente em
inglês, alemão e português, respectivamente.
Grupos racistas não correlatos
Existem diversos grupos raciais não correlatos ao
neonazismo, sendo em sua maioria grupos de minoria
religiosa ou étnica. Dentre eles existem:
White Power - grupo de jovens que defendem o orgulho
branco, normalmente não se relacionando com as ideologia
neonazistas;
Ku Klux Klan (KKK) - grupo de protestantes racistas;
Skinhead nazista - vertente neonazista do movimento
skinhead;
Stormfront - grupo de "ativistas pró-brancos",
defensores da segregação racial.
Influência musical
Atualmente existem inúmeras bandas de rock pesado,
pertencentes ao estilo "RAC" (Rock Against Communism).
Algumas delas explicitamente apoiam o nazismo e fazem
saudações nazistas em suas músicas, cantando em inglês e
alemão.
Referências
Dawidowicz, Lucy. The War Against The Jews, 1933–1945.
Nova York: Holt, Rinehart and Winston, 1975.
Wolfgang Benz in Dimension des Volksmords: Die Zahl der
Jüdischen Opfer des Nationalsozialismus. Munique:
Deutscher Taschebuch Verlag, 1991. Israel Gutman.
Encyclopedia of the Holocaust. Macmillan Reference
Books; Edição de referência (1 de outubro de 1995)
Hilberg, Raul. The destruction of the European Jews.
Yale Univ. Press, 2003, c.1961.
Yisrael Gutman, Michael Berenbaum, Raul Hilberg,
Franciszek Piper, Yehuda Bauer, Anatomy of the Auschwitz
Death Camp. Indiana University Press, 1998, p.71.
Gilbert, Martin. Atlas of the Holocaust. Nova York:
William Morrow and Company, Inc, 1993.
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