Um principado é um território governado por um príncipe.
É distinto de um reino, normalmente porque tem um
tamanho modesto, outras vezes porque não tem soberania
total.
Liechtenstein, Andorra e Mônaco são principados europeus
e atuais estados independentes.
Em contraste, os principados de Gales no Reino Unido e
as Astúrias em Espanha não são estados atualmente. Em
ambos os casos, o herdeiro ao trono do país é o príncipe
titular do principado.
Por vezes, a noção de território como principado é
devida a fatores históricos: a Catalunha, por exemplo,
mesmo que tenha sido um estado soberano que se estendia
de Barcelona a Atenas, era conhecida como principado,
apesar do seu governante ter o título de rei (do Reino
de Aragão estendido como Império Aragonês). O que é um
caso curioso, onde o poder governante tem um grau
nominal inferior ao do território que governa.
Na História da Rússia, o termo "principado", e por
vezes, ducado, é usado para o termo Russo knyazhestvo,
um território governado por um knyaz.
No Brasil, o herdeiro do trono era chamado de Príncipe
do Grão-Pará. Definido por lei pela Constituição
brasileira de 1824, a honraria era concedida ao
primogênito do então Príncipe Imperial do Brasil, até
que este assumisse o trono ou falecesse.
Outra forma possível de principado a ser catalogada,
pela extensão territorial e pelas características
políticas, é o emirado, a exemplo do Kuwait, do Qatar e
dos Emirados Árabes Unidos. Nos dois primeiros, uma
única família real governa o país; e no último onde sete
famílias detêm o controle político de cada um dos sete
emirados, sendo eleito dentre os sete emires, um
presidente e um vice-presidente pelo colégio de emires,
a cada cinco anos.
Sealand, um território teóricamente independente, se
auto-proclama um Principado, e seus "donos" proclamam-se
príncipe e princesa.
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