Terrorismo é um método que consiste no uso de violência,
física ou psicológica, por indivíduos, ou grupos
políticos, contra a ordem estabelecida através de um
ataque a um governo ou à população que o legitimou, de
modo que os estragos psicológicos ultrapassem largamente
o círculo das vítimas para incluir o resto do
território.
A guerra de guerrilhas é freqüentemente associada ao
terrorismo uma vez que dispõe de um pequeno contingente
para atingir grandes fins fazendo uso cirúrgico da
violência para combater forças maiores. Seu alvo, no
entanto, são forças igualmente armadas procurando sempre
minimizar os danos a civis para conseguir o apoio
destes. Assim sendo, é tanto mais uma táctica militar
quanto menos uma forma de terrorismo.
Segundo um estudo do Exército dos Estados Unidos da
América de 1988 existe uma centena de definições da
palavra Terrorismo.
Conceito moderno
Tendo em vista as notáveis ações dos últimos anos, o
terrorismo ganhou significados variados e polivalentes.
O grande fluxo de informações e/ou imagens geradas por
esse tipo de comportamento tem tido grande influência na
construção desses significados.
Terrorismo indiscriminado ou aleatório são todas as
ações que se destinam a fazer um dano a um agente
indefinido ou irrelevante. Não existe um alvo
estabelecido previamente. Este visa a propagação do medo
geral na população, visa cansar a retaguarda, vencer por
um sentimento geral de instabilidade. Exemplos: A
Colocação de bombas em cafés, parques de estacionamento,
metrô.
Terrorismo Seletivo visa atingir diretamente um
indivíduo. Seletivo significa que visa um alvo reduzido,
limitado, específico e conhecido antes de efectuar o
ato. Visa a chantagem, vingança ou eliminação de um
obstáculo. Considera-se terrorismo porque tem efeitos
camuflados, e efeitos políticos, pretende pôr em causa
uma determinada ordem. Exemplo: Ku Klux Klan, ETA, Al
Qaeda, IRA, Frente de Libertação Islâmica, Forças
Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), Exército de
Libertação Nacional na Colômbia, Grupo Combatente
Islâmico Marroquino, Separatistas Chechenos, Brigada dos
Mártires Al Aqsa, Hezbollah, por vez aplicam este
terrorismo, e PCC ( Primeiro Comando da Capital),
atacando ruas, instalações da polícia, ônibus
(autocarros) e agências bancárias no Brasil, com origem
no Estado de São Paulo.
Localização dos ataques terroristas da Al-Qaeda no
mundo.
Terrorismo e Lavagem de Dinheiro
Os conselhos internacionais reunidos a partir da
Convenção de Viena em 1988 e especialmente depois dos
ataques de 11 de setembro de 2001, voltados para a
prevenção e o combate à lavagem de dinheiro, têm
dedicado especial atenção à questão do financiamento ao
terrorismo, especialmente porque, com os recentes
avanços tecnológicos, as transferências financeiras
acontecem rapidamente, e isso facilita a logística das
operações terroristas.
Terrorismo de Estado
A expressão terrorismo de Estado foi forjada pela URSS
no quadro da Guerra Fria para designar a Operação Condor
que foi uma estratégia de repressão comum aos governos
autoritários da América do Sul dos anos 1970, idealizada
e apoiada pelos Estados Unidos da América, para o
enfrentamento dos movimentos de extrema esquerda,
notadamente no Brasil no Chile e na Argentina.
A expressão passou a ser comum nas denúncias das
práticas massivas, pelos serviços secretos, de
assassinatos, torturas, censura aos meios de comunicação
e exercício enfim de uma série de violências similares
aos empregados no terrorismo.
Definição
Conforme definição do Departamento de Defesa dos Estados
Unidos, terrorismo é um tipo muito específico de
violência, apesar do termo ser usado para definir outros
tipos de violência considerados inaceitáveis. Ações
terroristas típicas incluem assassinatos, seqüestros,
explosões de bombas, matanças indiscriminadas, raptos,
linchamentos. É uma estratégia política e não militar, e
é levada a cabo por grupos que não são fortes o
suficiente para efetuar ataques abertos, sendo utilizada
em época de paz, conflito e guerra. A intenção mais
comum do terrorismo é causar um estado de medo na
população ou em setores específicos da população, com o
objetivo de provocar num inimigo (ou seu governo) uma
mudança de comportamento.
Atos terroristas clássicos incluem os ataques de 11 de
Setembro de 2001 quando foram destruídas as torres
gêmeas em Nova Iorque, assim como ataques a bomba na
Irlanda do Norte, Oklahoma, Líbano e Palestina.
Organizações terroristas e terrorismo de estado
Terrorismo organizado
As mais famosas organizações terroristas do século XX
foram as Brigadas Vermelhas na Itália, O IRA (Exército
Republicano Irlandês), a OLP (Organização pela
Libertação da Palestina), a Ku Klux Klan, a Jihad
Islâmica, Abu Nidhal, a Al-Qaeda e o ETA. Terrorismo é
algo extremamente difícil de se controlar ou prevenir,
especialmente se seus membros estão dispostos a correr
risco de morte no processo, mas é uma ofensa criminosa
em praticamente todos os códigos legais do mundo
(veja-se a Convenção de Praga de 1907 e a Convenção de
Genebra de 1949). Alguns governos têm ou tiveram
ligações comprovadas com grupos terroristas, que incluem
financiamento ou apoio logístico, como o fornecimento de
armas e explosivos e de locais de abrigo e treino. São
os casos, entre outros, do Iêmen, da Líbia, e dos países
que apoiaram o regime Talibã no Afeganistão, mas também
dos próprios Estados Unidos da América e outros países
ocidentais.
Terrorismo de Estado (Estados repressores)
Semelhante nos efeitos, mas em geral bastante diferente
nos métodos, a repressão política em estados ditatoriais
é por vezes associada ao terrorismo, apontando-se para
situações como o holocausto na Alemanha nazi, a
repressão estalinista na União Soviética, a China de
Mao, o domínio do Japão na China e Sudeste asiático
antes e durante a Segunda Guerra Mundial, o genocídio
arménio na Turquia, as ditaduras na América Latina
(Pinochet no Chile, Fidel Castro em Cuba, Alfredo
Stroessner no Paraguai e Rafael Leónidas Trujillo na
República Dominicana), o regime de Pol Pot no Camboja, a
ocupação indonésia em Timor-Leste, ou os atuais regimes
ditatoriais de Myanmar, da Coreia do Norte, do
Turquemenistão, etc.
História do terrorismo
Terrorismo tem sido registrado na História pelo menos
desde a época dos antigos gregos. Antes do século XIX os
terroristas poupavam os inocentes não envolvidos no
conflito. Por exemplo, na Rússia quando os radicais
tentavam depor o Czar Alexandre II, cancelaram várias
ações porque iriam ferir mulheres, crianças, velhos ou
outros inocentes. Nos últimos dois séculos, entretanto,
enquanto os Estados foram ficando cada vez mais
burocratizados, a morte de apenas um líder político não
causava as mudanças políticas desejadas, de modo que os
terroristas passaram a usar métodos mais indiretos de
causar ansiedade e perda de confiança no governo.
O terrorismo atual tem crescido entre os desesperados
devido ao impacto psicológico que ele pode ter no
público, graças à extensa cobertura que a imprensa pode
dar. Terrorismo é freqüentemente o último recurso dos
desesperados, e pode ser usado por grandes ou pequenas
organizações. Historicamente, grupos lançam mão do
terrorismo quando eles acreditam que os métodos mais
pacíficos, como protestos, sensibilização do público, ou
declaração de estado de guerra não trazem esperança de
sucesso. Isso sugere que talvez uma maneira eficaz de
combater o terrorismo seja garantir que em qualquer caso
em que a população se sinta psico-neuroprimida,
permaneça aberta uma via para garantir a ela alguma
atenção, mesmo que essa população seja uma minoria em
opinião(a garantia plena da liberdade e da democracia é
fundamental, caso contrário isto será considerado um
terror estatal contra a neuro-liberdade de pensamento e
opressão de psicopinião legalizada por uma constituição
ultrapassada e propositalmente limitadora). Uma outra
razão de se engajar no terrorismo é uma tentativa de
consolidar ou ganhar poder através da inoculação do medo
na população a ser controlada (ver também racismo e
intolerância), ou estimular um outro grupo a se tornar
um inimigo feroz, impondo uma dinâmica polarizada de
eles-contra-nós. Uma terceira razão para passar ao
terrorismo é desmoralizar e paralisar o inimigo pelo
medo; isso às vezes funciona, mas outras vezes endurece
a posição do inimigo. Freqüentemente um pequeno grupo
engajado em atividades terroristas pode ser
caracterizado por várias dessas razões. Em geral ações
contra terroristas podem resultar em escaladas de outras
ações de vingança; entretanto, é sabido que se as
conseqüências de atos terroristas não são punidas,
torna-se difícil deter outros grupos de terroristas.
O terrorismo depende fortemente da surpresa e é
freqüente que ocorra quando e onde é menos esperado.
Ataques terroristas podem desencadear transições súbitas
para conflito ou guerra. Não é raro que depois de um
ataque terrorista vários grupos não relacionados
reivindiquem a responsabilidade pela ação; isto pode ser
visto como "publicidade grátis" para os objetivos ou
planos da organização. Devido à sua natureza anônima e,
freqüentemente, auto-sacrificial, não é incomum que as
razões para o atentado permaneçam desconhecidas por um
período considerável de tempo.
Ver também
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Terrorismo.Grupos terroristas
Terrorismo Islâmico
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