"Esquerda", no espectro político, opõe-se à "direita". O
nome esquerda surgiu com este significado na França
devido ao fato de, nos Estados Gerais franceses reunidos
em 1789, o Terceiro Estado (que clamava por reformas
liberais, quando não mesmo revolucionárias), tomar os
lugares à esquerda do rei, em virtude de os da sua
direita já se acharem ocupados pelos representantes do
clero e da nobreza.
Na definição de Norberto Bobbio, ser de esquerda é lutar
pela igualdade. Neste ponto, opõe-se à "direita",
comumente defensora da idéia de que em qualquer
sociedade há a tendência natural a surgirem elites
políticas, económicas e/ou sociais.
A palavra "esquerda" tem sido usada por várias correntes
de pensamento, algumas sem muito em comum entre si,
desde o Liberalismo social (diferente do Liberalismo
econômico, hoje em dia considerado de direita) ao
Anarquismo, passando pela Social-democracia e pelo
Marxismo-Leninismo. O termo extremo-esquerda passou a
ser usado para definir partidos e pessoas com ideologias
próximas às idéias e ações de correntes como o
Stalinismo, Trotskismo e o Comunismo de conselhos.
O conceito de "esquerda" não deve ser confundido com o
de "esquerdismo": esta é uma palavra usada no jargão
marxista para designar as correntes que recusam a
participação no sistema vigente (nomeadamente que se
recusam a participar no que chamam "eleições burguesas")
- quase nenhum dos partidos de "esquerda" actualmente
existentes é "esquerdista" nesse sentido.
A esquerda e os costumes
Integrantes da esquerda costumam ser liberais nos
costumes, alinhando-se a alguns grupos de direita, como
os libertários, por exemplo. Ambos, liberais de esquerda
e de direita, defendem a regulamentação da união civil
homossexual, a legalização das drogas e da prostituição,
etc.
Há, porém, uma minoria dos esquerdistas que embora
defendam uma ideologia de esquerda em relação à Economia
(intervenção estatal direta no combate à pobreza), são
conservadores nos costumes. No Brasil, como exemplos de
esquerditas conservadores, temos a ex-senadora Heloísa
Helena, a ex-governadora Benedita da Silva e outros
ligados a movimentos religiosos.
Partidos e agremiações políticas de esquerda ou
centro-esquerda
Brasil
Contemporâneos
PC do B
PDT
PSB
PSOL
PT
Tendo em vista o Governo Lula ter realizado alianças com
diversos partidos conservadores para garantir sua
governabilidade - entre eles, o PMDB, o PR (extinto PL),
etc. -, seus críticos mais à esquerda têm sustentado que
se trata de um governo de direita ou centro-direita. No
entanto, seu governo tem sido marcado por ações sociais
diretas chamadas de "assistencialistas" pelos defensores
do Estado mínimo, ou de um modelo que privilegie a
intervenção na Economia, como o governo de Juscelino
Kubitschek.
São comumente classificados como extrema-esquerda os
partidos de orientação socialista, como o P-SOL, o PSTU,
o PCO e o PCB. O PT é criticado por setores radicais por
sua postura enquanto governo, mas programaticamente se
define como marxista e pratica o socialismo petista. Já
o PRB é visto como centro-esquerda.
Estados Unidos da América
O Partido Democrata, embora não possa se classificar
exatamente como um partido de esquerda, está à esquerda
do Partido Republicano, por ter um caráter mais popular
e defender os direitos civis das minorias e ações de
combate ao aquecimento global.
Portugal
BE
PCP
PCTP-MRPP
PEV
PH
POUS
PS
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