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A Grécia (em grego: Ελλάδα, AFI: [e̞ˈlaða], ou Ελλάς,
AFI: [e̞ˈlas]) é o país mais meridional dos Balcãs e
confina a norte com a República da Macedônia, com a
Bulgária, e com a Albânia, a leste com a Turquia, quer
em fronteira terrestre, quer com fronteira marítima no
mar Egeu, a sul com o mar Mediterrâneo e a oeste com o
mar Jônico, através do qual tem ligação a Itália.
O nome
Grego é o nome pelo qual os romanos designavam
os helenos, habitantes da Hélade que ficou
conhecida como Grécia. As formas portuguesa
Grécia, castelhana e italiana Grecia, francesa
Grèce, inglesa Greece, são um eruditismo calcado
sobre o latim Græcia (com o etnônimo respectivo
grego, griego, greco, grec e greek, do latim
græcus')'. |
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O geônimo latino se funda sobre o etnônimo, com sufixo
(-ia), latim típico de nome de país ou região. O
etnônimo latino é empréstimo ao grego graikós ("grego"),
que sob a forma plural graikoí, principiou a ser
episodicamente empregado em lugar do grego ΄ελληνες
(helenos) somente depois de Aristóteles. Mesmo o latim
Græcia, antes de designar a totalidade do país, foi
usado com epítetos (Græcia Ulterior, Magna Græcia), ou
no plural, Græciæ ("Grécias"), quando abarcava o todo.
O todo em latim foi de início designado como Hellas, -
adis, Hélade. Assim, por exemplo, em Plínio, o Velho. Em
Cassiodoro já ocorre a forma latina Hellada. Esta, por
sua vez, é empréstimo do gr. Hellás - ádos, que desde
Ésquilo designa a totalidade da regiões habitadas pelos
helenos.
História
História da Grécia
A antiga Grécia Continental fazia limites com a Ilíria a
norte, a leste com o Egeu, a oeste com o Mar Jónico, e a
sul com o Mediterrâneo. Tinha mais de 100.000 Km². As
suas montanhas, com o céu quase sempre azul e seu clima
suave faziam da Grécia um dos mais maravilhosos e
melhores países do mundo. Foi naquele pequeno país que a
civilização ocidental começou há mais de dois mil e
oitocentos anos. Naquele tempo a civilização grega
estava dividida em cidades-estado que dominavam grandes
áreas das margens do Mediterrâneo e do mar Negro.
Atualmente, a Grécia é um unico país de poder reduzido,
sendo um dos países menos desenvolvidos da Europa.
Atenas é a capital e maior cidade do país, com quatro
milhões de habitantes. Em Atenas e em outras partes da
Grécia, existem esplêndidas ruínas de monumentos do
passado glorioso da antiga civilização. Há milhares de
anos, os gregos estabeleceram tradições de justiça e
liberdade individual que são as bases da democracia e da
economia de mercado. A sua arte, filosofia e ciência
tornaram-se fundamentos do pensamento e da cultura
ocidentais. Os gregos da Antigüidade chamavam a si
próprios de helenos (todos que falavam o grego, mesmo
que não vivessem na Grécia Continental), e davam o nome
de Hélade a sua terra. Os que não falavam o grego eram
chamados de bárbaros. Nunca formaram um governo central,
porém estavam unidos pela mesma cultura, religião e
língua. A Grécia tornou-se independente em 14 de
Setembro de 1829, após o Tratado de Adrianópolis ser
assinado entre Rússia e Turquia, o qual pôs fim à guerra
de independência.
Política
Política da Grécia
Desde 3 de Junho de 1975, com a adoção da nova
Constituição, a Grécia é uma democracia republicana
parlamentar.
A monarquia foi rejeitada a 8 de Dezembro de 1974.
O voto é obrigatório e universal, sendo adquirido esse
direito aos dezoito anos.
O poder executivo é regido pelo Chefe de Estado, que é
eleito pelo parlamento. Além disso, existe ainda o chefe
do Governo, nomeado pelo presidente e o Gabinete do
Governo, cujos membros são também nomeados pelo
presidente, tendo em conta as recomendações do
primeiro-ministro.
O poder legislativo é unicamarário (só possui uma câmara
de deputados) e o judicial conta com uma Corte e um
Tribunal Supremo. O sistema legal baseia-se no código
romano. Com cortes divididas em assuntos civis,
administrativos e criminosos.
Subdivisões
Ver artigo principal: Periferias da Grécia
As periferias (em grego περιφέρειες, singular:
περιφέρεια) são as divisões nacionais da Grécia. Existem
13 periferias (nove no continente e quatro grupos de
ilhas), que são ainda subdivididos em 51 prefeituras (ou
departamentos; em grego: νομοί, singular: νομός ;
transliterado: nomoi, singular: nomos):
nº Periferia Capital
1 Ática Atenas
2 Grécia Central Lamia
3 Macedônia Central Tessalônica
4 Creta Iráklio
5 Macedônia Oriental e Trácia Komotini
6 Épiro Ioannina
7 Ilhas Jônicas Corfu
8 Egeu Setentrional Mytilini, na ilha de Lesbos
9 Peloponeso Trípolis
10 Egeu Meridional Ermoupolis, na ilha de Syros
11 Tessália Lárissa
12 Grécia Ocidental Pátras
13 Macedônia Ocidental Kozani
Geografia da Grécia
O país consiste de um território continental na
extremidade sul dos Balcãs, da península do Peloponeso,
separada do continente pelo canal de Corinto, e de
numerosas ilhas, incluindo Creta, Rodes, Eubéia e os
arquipélagos do Dodecaneso e das Cíclades no Mar Egeu, e
das Ilhas Jónicas no Mar Jónico. A Grécia tem mais de 14
880 km de costas e uma fronteira terrestre de 1 160 km.
Cerca de 80% da Grécia é território montanhoso ou, pelo
menos, acidentado. A maior parte do país é seca e
rochosa. Só 28% da terra é arável. A Grécia Ocidental
contém lagos e zonas úmidas. O Pindo, a cadeia
montanhosa central, tem uma elevação média de 2 650 m. O
lendário monte Olimpo (Macedônia) é o ponto mais alto da
Grécia, atingindo 2 917 m acima do nível do mar.
O clima grego é semelhante ao português, com invernos
suaves e úmidos e verões quentes e secos. As
temperaturas só raramente atingem valores extremos,
embora ocorra queda de neve nas montanhas e até mesmo em
Atenas, em alguns invernos.
Economia
Ver artigo principal: Economia da Grécia
A Economia da Grécia é uma economia capitalista mista
com grande participação das empresas governamentais
tendo como principal atividade o setor de serviços. A
indústria responde por 20% do PIB e a agricultura gera
cerca de 4% do mesmo. Somente o setor do turismo gera
cerca de 15% das receitas do país.
O PIB da Grécia alcançou US$ 324,4 bilhões de dólares em
2007 de acordo com o método da Paridade de Poder de
Compra, e seu PIB per capita na utilização do mesmo
método alcançou US$ 31.382. A Grécia é um dos países que
mais se beneficiaram da União Européia. Obteve um
crescimento de 3,3% em sua economia após a união e vem
obtendo taxas de crescimento na casa dos 4%, superando
em 1% a média da União Europeia.
Principais produtos: Agropecuária - algodão, azeitona,
cabras, fumo, hortaliças, limão, ovelhas, trigo e uva.
Mineração - bauxita, linhita e cromita. Indústria -
alimentos e bebidas processadas - cigarros, têxteis,
vestuário, etc.
Demografia
Ver artigo principal: Demografia da Grécia
Gráfico demográfico da GréciaDemografia da Grécia - a
Grécia tem sido habitada desde o Período Paleolítico e,
por volta do ano 3.000 A.C. se tornou o lar, nas Ilhas
Cícladas, de uma cultura cuja arte permanece como a mais
notável da História. No início do 2o milênio A.C., a
ilha de Creta foi o lar do sofisticado império marítimo
dos minóicos, cujo comércio atingia o Egito e a Sicília.
Os Minóicos foram derrotados pelos Micênicos, um povo da
Grécia continental, que falava um antigo dialeto grego.
No princípio, o mosaico de cidades-estado gregas tinha
semelhanças étnicas. Durante os impérios romano,
bizantino e otomano (abrangendo todo o período que vai
do século I ao século XIX) a composição étnica da Grécia
diversificou-se. Desde a independência, em 1829 e da
troca de populações com a Turquia em 1923, a Grécia
forjou um estado nacional que reclama suas origens há 3
mil anos.
A língua grega remonta há 3.500 anos, e o grego moderno
preserva muitos elementos de seu antecessor clássico. No
século XIX, após a Guerra de Independência Grega, fez-se
um esforço para eliminar da língua as expressões de
origem turca e árabe. A versão resultante foi
considerada próxima do koiné grego, e foi chamada de
Katharevoussa. No entanto, o Katharevoussa nunca foi
adotado pelos gregos na linguagem diária. O grego
comumente falado é chamado demotiki, e se tornou a
língua oficial em 1976. A Grécia tem uma população de
aproximadamente 11 milhões de habitantes, 97% são de
origem grega. Sua população apresenta crescimento de
0,3% ao ano. A taxa de analfabetismo é 2,5% e a renda
per capita é US$ 31.382.
Cultura
Ver artigo principal: Cultura da Grécia
Os remanescentes físicos da cultura da Grécia clássica
conservam-se principalmente em Atenas,Esparta, Micenas,
Argos e outros sítios, enquanto as esculturas e outros
objetos de arte exibidos nos museus gregos (Nacional, de
Heracléia, da Acrópole, etc.), e dos principais centros
culturais do mundo constituem uma lembrança permanente
de copiosa herança cultural helênica, que ainda continua
viva na educação dos gregos. Na Grécia moderna
destacaram-se sobretudo os poetas. Adquiriu fama
internacional Konstantinos Kaváfis, grego de Alexandria
que escreveu cerca de duas centenas de poemas, inéditos
até sua morte. Comparado ao português Fernando Pessoa,
seu contemporâneo e também marcado por uma nostalgia da
antiga glória de seu país, Kaváfis é autor da frase
"somos todos gregos". Destacam-se também Georgios
Seferis, agraciado com o Prêmio Nobel de literatura de
1963; Angelos Sikelianos; Odysseus Elytis, que obteve o
prêmio Nobel em 1979; e Yannis Ritsos. O romancista de
maior sucesso é o cretense Nikos Kazantakis, autor de
Zorba, o grego e A última tentação de Cristo. Dentre os
músicos gregos com fama internacional destacam-se Manos
Hadjidakis e Mikis Theodorakis. A busca e a
sistematização do patrimônio musical popular, que é o
objetivo básico de famosos músicos e pesquisadores, tem
incentivado a criação de grande número de corais que
participam de concursos internacionais. Depois da
independência política, a arte grega se inspirou
inteiramente na arte ocidental. Entre os pintores
figurativos destacam-se Iannis Moralis e Nicos
Kontopulos; e entre os abstratos, Alexos Kontopulos e
Iannis Spyrapulos. Na escultura devem ser mencionados
Vassilakis Takis e Alex Mylona. Foi na Grécia Antiga, na
cidade de Olímpia, que surgiram os Jogos Olímpicos em
homenagem aos deuses. Os gregos também desenvolveram uma
rica mitologia. Até os dias de hoje a mitologia grega é
referência para estudos e livros. A filosofia também
atingiu um desenvolvimento surpreendente, principalmente
em Atenas, no século V ( Período Clássico da Grécia).
Platão e Sócrates são os filósofos mais conhecidos deste
período.
Arte da Grécia
Vaso grego, 500-490 a.C., Louvre, Paris.A arte e a
arquitetura das sociedades gregas desde o início da
Idade do Ferro (século XI a.C.) até o final do século I
a.C. Antes disso (Idade do Bronze), a arte grega do
continente e das ilhas (excetuando-se Creta, onde havia
uma tradição diferente chamada arte minóica) é conhecida
como arte micênica, e a arte grega mais tardia, chamada
helenística, é considerada integrante da cultura do
Império Romano (arte romana).
Os gregos, inicialmente um conjunto de tribos
relativamente autônomas que apresentavam fatores
culturais comuns, como a língua e a religião,
instalaram-se no Peloponeso nos inícios do primeiro
milênio antes de Cristo, dando início a uma das mais
influentes culturas da Antiguidade.
Após a fase orientalizante (de 1100 a 650 a.C.), cujas
manifestações artísticas foram inspiradas pela cultura
mesopotâmica, a arte grega conheceu um primeiro momento
de maturidade durante o período arcaico, que se
prolongou até 475 a.C. Marcado pela expansão geográfica,
pelo desenvolvimento econômico e pelo incremento das
relações internacionais, assistiu-se nesta altura à
definição dos fundamentos estéticos e formais que
caracterizarão as posteriores produções artísticas
gregas.
Após as guerras com os Persas, a arte grega adquiriu
maior independência em relação às outras culturas
mediterrânicas e expandiu-se para todas as suas colônias
da Ásia Menor, da Sicília e de Itália (conjunto de
territórios conhecidos por Magna Grécia).
Protagonizado pela cidade de Atenas, sob o forte
patrocínio de Péricles, o último período artístico da
Grécia, conhecido por Fase Clássica, estendeu-se desde
475 a.C. até 323 a.C., ano em que o macedônico Alexandre
Magno conquistou as cidades-estados do Peloponeso.
As manifestações artísticas gregas, que conheceram
grande unidade ideológica e morfológica, encontraram os
seus alicerces numa filosofia antropocêntrica de sentido
racionalista que inspirou as duas características
fundamentais deste estilo: por um lado a dimensão humana
e o interesse pela representação do homem e, por outro,
a tendência para o idealismo traduzido na adoção de
cânones ou regras fixas (análogas às leis da natureza)
que definiam sistemas de proporções e de relações
formais para todas as produções artísticas, desde a
arquitetura à escultura.
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