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  MASTURBAÇÃO  
   


A masturbação é o ato da estimulação dos órgãos genitais, manualmente ou por meio de objectos, com o objectivo de obter prazer sexual, seguido ou não de orgasmo, sendo uma pratica sexual não-penetrativa. Podendo ser auto aplicada, quando o que promove a estimulação é o mesmo que a recebe ou pode ser aplicada a uma pessoa diferente, quando o que promove a estimulação o promove em outro.

O termo foi usado pela primeira vez pelo médico inglês e fundador da psicologia sexual, Dr. Havelock Ellis, em 1898. Foi formado pela junção de duas palavras latinas manus, que significa "mãos", e turbari, que significa "esfregar", com o significado de "esfregar com as mãos".

A masturbação é observada em muitas espécies de mamíferos, especialmente nos grandes primatas. Na espécie humana, a masturbação é comum em ambos os sexos e em uma larga faixa etária, iniciando-se no início da puberdade, ou, segundo alguns, ainda durante a infância - mas sem a carga erótica nesta fase. O acto da masturbação é socialmente condenável em algumas culturas, embora não seja uma doença e nem cause doenças.

 

Masturbação na História


Na Grécia Antiga, de moralidade sexual muito livre, comparada à Ocidental actual, a masturbação era um acto sexual usual e aceito como natural.


Johann Nepomuk Geiger, em Aguarela, 1840


No Antigo Egito a masturbação era uma prática coletiva feita em santuários de adoração as dinvidades como o Atum e as mulheres quando morriam eram mumificadas com os objetos fálicos utilizados por elas, uma espécie de vibrador de argila.

Os Maias também possuiam rituais de masturbação e desenhavam esses rituais em pedras que são encontradas hoje em ruínas.

Os Indianos tinham a crença de que a masturbação acarretava perda de energia vital e evitavam a prática para se sentirem mais fortes. Veio daí a crença de que a masturbação deixa as pessoas fracas. Nesse contexto se desenvolveu também o sexo tântrico e a masturbação tântrica.

Foram os Judeus os primeiros a condenar a masturbação como prática, pois o orgasmo deveria ter apenas fins de procriação.

Com a chegada da cultura judaico-cristã no Ocidente, iniciou-se um processo de repressão, por motivos morais e religiosos. Nomeadamente, o desperdício voluntário de esperma (ou sêmen) era pecado grave, punido, algumas vezes, até com pena de morte. Este fenómeno teve dois grandes responsáveis: a Igreja Católica e a Medicina.

 

A Igreja Católica, através do teólogo São Tomas de Aquino, classificou-a como um pecado contra natureza, mesmo pior do que incesto. Ele se baseava na interpretação da narrativa (critica-se, errónea) do Antigo Testamento sobre Onã. A descoberta do espermatozóide, em 1677, motivou a Medicina a se associar à Igreja Católica para qualificar a masturbação como uma doença abominável e um mal moral, uma vez que o espermatozóide veio a ser considerado como um bebé em miniatura.
 


A repressão da masturbação foi, consequentemente, a regra nos Séculos XVII a XIX. Era vista como uma doença que provocava distúrbios do estômago e da digestão, perda do apetite ou fome voraz, vómitos, náuseas, debilitação dos órgãos respiratórios, tosse, rouquidão, paralisias, enfraquecimento do órgão de procriação a ponto de causar impotência, falta de desejo sexual e ejaculações nocturnas e diurnas.

 

Em 1758, Samuel Auguste Tissot publica o "Ensaio sobre as doenças decorrentes do Onanismo", em que diz que esta doença ataca os jovens e libidinosos e, embora comam bem, emagrecem e consomem seu vigor juvenil.

Criaram-se mitos anticientíficos fortemente negativos acerca da prática da masturbação, visando a desencorajar o ato nos jovens ainda em desenvolvimento psicossexual, o que levou a muitos casos de complexos de culpa, medos e recalcamentos.

No entanto, no início do século XX, surgiram novos estudiosos com Sigmund Freud, Kraft-Hebing e Havelock Ellis, com novas linhas de pensamento que levaram a uma visão diferente da masturbação.

Acredita-se que que a totalidade de padres praticam masturbação e devido a proibição acabam por praticar pedofilia com as crianças devido muitas delas não denunciarem, proibir as pessoas de fazer sexo é pura insanidade.

No final do século XX foi criado um consenso por profissionais de saúde de que masturbação é sadia, e com o advento da especialização academica da sexualidade o ato é defendido por especialistas como parte do desenvolvimento sexual de uma pessoa normal. O mercado de vibradores e estimulantes ao ato vem crescendo no mundo todo com lojas na Internet.

 

 

Recentemente, estudos mostraram que a masturbação pode prevenir o câncer de próstata nos homens.

 



Técnicas Masculina

Masturbação masculina. Existem variações sobre masturbação, que depende de vários fatores, e cada técnica é individual. A maioria dos homens se masturbam ao agarrar o pênis com a mão, passando de cima para baixo ou de trás para a frente, dependendo da posição do indivíduo. Outros, que não utilizem todo o lado aderência, pressionam a região do frenulum entre os dedos indicador e medio e o polegar pelo outro lado. Outra técnica é usar duas mãos sobre o pênis, enquanto uma só esfrega seu pênis com um lado e outra estimula os testículos ou mamilos, entre outras partes do corpo.

Os homens não circuncidados, normalmente, não requerem o uso de lubrificantes, uma vez que o prepúcio atenua os efeitos da fricção direta sozinho. Embora esse sentimento é usado para adicionar à sua atividade. O uso de lubrificantes é mais comum entre os homens que têm pênis circuncidado, a fim de facilitar o deslizamento da mão sobre a glande. Existem aparelhos mecânicos e elétricos para os homens se masturbarem, como bonecas infláveis, vaginas artificiais, bombas de vácuo, etc. Homens homossexuais também podem utilizar vibradores, concentrando a sua atividade na região do frenulum.

Feminina

Masturbação feminina por Gustav Klimt.A técnicas de masturbação feminina (imagem) constitui que a mulher pressione e/ou esfregue sua vulva, especialmente o clítoris, com o seu dedo indicador e/ ou dedo médio. Às vezes, um ou mais dedos podem ser inseridos na vagina para promover a estimulação interna. A masturbação pode ser auxiliada com um vibrador, dildo ou bolas Ben-wa, que também pode ser usado para estimular a vagina e o clitóris.

No caso da masturbação praticada pelas mulheres quase sempre predominou uma maior repressão por parte da sociedade em relação à masturbação masculina, o que se enquadra no contexto da sexualidade feminina.

Sempre existiu o temor de que se uma adolescente masturbar-se com objetos poderia perder sua virgindade, o que não é verdade, embora em raríssimos casos possa ocorrer uma ruptura do hímen.

No entanto, a masturbação feminina tem representado uma espécie de libertação sexual e de alívio para muitas mulheres. Seja na busca do orgasmo que nem sempre é alcançado numa relação sexual com o parceiro ou então para o conhecimento do próprio corpo e até mesmo para preencher os momentos de solidão. Serve também como um complemento após o coito já que o prazer feminino é contínuo e mais longo do que o orgasmo masculino, o qual termina com a ejaculação.

Assim, é possível que o sentimento de superioridade machista, ao lado das idéias religiosas, tenha reprimido tão severamente a masturbação das mulheres até os dias de hoje.

Actualmente, muitos casais têm experimentado na masturbação mútua uma nova forma de prazer sexual. Seja como um método contraceptivo no período fértil da mulher ou para diversificar as relações sexuais, inclusive como uma preliminar, pois tem-se verificado que a observação de atos masturbatórios praticados pela mulher pode ajudar na excitação do homem.

Sabe-se também que o tempo gasto numa masturbação feminina pode ser bem mais longo e muito mais intenso do que numa relação sexual com penetração, embora nem sempre a mulher tenha vontade de procurar o prazer sexual tocando no próprio corpo. E, ao contrário da masturbação masculina, em que o desejo sexual pode diminuir após a ejaculação, muitas mulheres ficam até mais excitadas depois que se masturbam, ao invés de se sentirem aliviadas, tornando-se, portanto, uma preparação para o sexo penetrativo.

Outra prática comum de masturbação é o Circle Jerk que é realizado coletivamente em uma reunião de homens.

Sem envolvimento amoroso, financeiro e sem penetração, alguns rapazes gostam de se reuniar apenas para se masturbarem.

Originalmente, tratava-se de uma competição entre garotos heterossexuais que sentavam-se num círculo, colocavam um biscoito ou um donnut bem no centro da roda e começavam a se masturbar. Então, o último a ejacular teria que comer o biscoito.

Hoje em dia, embora muitas das vezes a masturbação em grupo esteja associada a homossexuais, alguns psicólogos entendem que se trata de algo saudável entre adolescentes. No entanto, a prática ainda não é muito bem aceite no meio social já que muitas vezes pode contribuir para uma iniciação homossexual em que o adolescente pode ser induzido a masturbar outro rapaz ou deixar que manipulem seus órgãos.

A masturbação em grupo pode envolver a participação pessoas do sexo oposto como ocorre na prática do bukkake.


Pode ser caracterizada como uma atividade sexual quando as práticas masturbatórias ocorrem a dois.Há uma crescente idéia de que a masturbação funcionaria como um método de contracepção, pois dá vazão ao desejo sexual, sem que ocorra o coito ou a troca de fluidos, podendo ser caracterizada como uma atividade sexual quando as práticas masturbatórias ocorre a dois, sem o risco de culminar em uma gravidez, sendo enquadrada com um método de contracepção comportamental.

Mais do que a popular camisinha, a masturbação tem um dos poucos contraceptivos disponíveis entre os adolescentes já que não é recomendável a utilização de pílulas anticoncepcionais para mulheres muito jovens em que a medicação pode não surtir o efeito desejado no organismo ou afetar o desenvolvimento corporal. E, por outro lado, muitos adolescentes evitam possíveis constrangimento quanto à aquisição do preservativo em farmácias ou em unidades de saúde pública.

Também é uma alternativa para casais mais restritivos quanto aos demais métodos contraceptivos e a determinadas práticas sexuais penetrativas, visto que para muitos o uso da camisinha diminui o prazer.

Todavia, existem críticas e recomendações quanto à eficácia da masturbação mútua como um método de contracepção, sendo indicável que o casal sempre tenha por perto preservativos para a hipótese de não se conterem durante as trocas de carícias e a prática de outros atos.

A masturbação não provoca infertilidade, não importando a idade que ela ocorra, não apresentando um influencia negativa na produção de espermatozóides. O que se recomenda quando um casal almeja uma gravidez é que nos 15 dias anteriores a ovulação que o homem evite ejacular, para assim aumentar o número de espermatozóides no coito que ocorrera durante a ovulação. Embora estudos recentes demostrem que espermatozóides mais "velhos" apresentem uma observável determinada dificuldade até então de chegarem ao óvulo. Embora a quantidade de espermatozóides seja maior dentro de 15 dias, os mais novos tendem a fecundar com mais eficiencia o óvulo. Estima-se também que a normalização de espermatozóides ocorre quase que completamente dentro de 8 horas após a ejaculação.

Prevenção de AIDS (SIDA) e de DSTs


Vários programas de orientação sexual que divulgam a abstinência sexual propõem a masturbação como uma alternativa para a prevenção de AIDS (SIDA) e outras doenças sexualmente transmissíveis, alcançando resultados bastante interessantes com comprovadas pesquisas que apontam para uma diminuição significativa no número de infeções do HIV em Uganda.

Mesmo na masturbação mútua, o risco quanto à transmissão de doenças sexuais é quase inexistente já que a prática em si não propicia a troca de fluidos corporais.

Desde a década de 1980, a masturbação mútua já era incentivada entre homossexuais como uma alternativa ao sexo anal ou ao oral, sendo que hoje a sua divulgação destina-se também aos heterossexuais como um eficiente método preventivo e contraceptivo.

Atualmente, as escolas de vários países falam abertamente sobre o uso da masturbação aos seus alunos, ensinando que se trata de algo saudável para os adolescentes, embora persista uma oposição de diversos grupos religiosos quanto a esta concepção moderna nos modelos de educação sexual, recomendando unicamente a abstinência do sexo e sua limitação aos relacionamentos matrimoniais.

Mesmo funcionando como um método seguro de prevenção de AIDS e DSTs, bem como de contracepção, pode não ser recomendável que um casal pratique a masturbação mútua sem ter alguns preservativos por perto, considerando a possibilidade dos parceiros não se conterem durante o momento e praticarem o sexo penetrativo sem nenhuma proteção. Até mesmo porque a masturbação quando praticada na mulher pode despertar mais ainda o seu desejo pelo coito vaginal.

Análise psicológica


Alguns psicólogos defendem a masturbação na adolescência como essencial para o auto conhecimento das zonas erógenas e da sua resposta sexual, para o exercício das fantasias sexuais, e nos casos de impossibilidade de se ter um relacionamento sexual, desde que não seja em excesso ou se torne numa obsessão. Estudos científicos comprovam que o orgasmo resultante da masturbação pode ser tão intenso ou mais do que o resultante de uma relação sexual, de modo que tem se tornado comum o uso da masturbação mútua mesmo entre parceiros heterosexuais. Para a maioria das pessoas, independentemente do seu envolvimento ou não em actividades sexuais, torna-se uma prática saudável complementar que permanece até a velhice, sem maiores intercorrências.

Há algumas correntes da psicologia que defendem que a prática da masturbação pode ser prejudicial à vida conjugal futura, quando um(a) jovem acostumado à rápida satisfação sexual por meio da masturbação acaba por desconsiderar egoisticamente as necessidades de satisfação sexual do seu parceiro(a), podendo gerar problemas no seu relacionamento sexual e afectivo.

Para além disto, pode constituir um problema psicológico, quando uma pessoa adulta prefere obter satisfação sexual unicamente pela masturbação, em vez de uma relação sexual. A masturbação compulsiva não é uma mera busca ocasional de alívio da ansiedade ou da tensão; torna-se numa prejudicial válvula de escape da realidade, podendo tornar-se numa dependência psicológica fortissíma. Nestes casos, a pessoa deverá procurar um acompanhamento psicológico, identificar as causas do seu comportamento e, depois, lidar com elas.

Mitos sobre a Masturbação


Existem alguns mitos populares que visam desencorajar a prática e nenhum deles é comprovado cientificamente:

Crescimento de pelos e calos nas mãos
Fraqueza
Crescimento de espinhas no rosto
Crescimento das mamas nos homens
Masturbação em excesso faz mal
Origem do termo "onanismo" e sua crítica

Todavia, a incorreta associação entre o pecado de Onã e a masturbação tem sido utilizada até hoje por alguns religiosos para justificarem a existência de respaldo bíblico a fim de condenarem prática. Puro Misticismo.




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