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Lanches de ministro da Fazenda em voos da Força Aérea têm até caviar

Os lanches oferecidos ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, durante voos da Força Aérea Brasileira (FAB) têm iguarias como canapés de caviar, camarão e salmão defumado. As refeições a bordo de aeronaves custam até R$ 74,6 mil por ano, valor do contrato firmado pelo Ministério da Fazenda com a empresa RA Catering, especializada em fornecer refeições rápidas para companhias aéreas.

 

A pasta assinou no mês de outubro o contrato de um ano com a empresa, que fornecerá refeições e lanches ao ministro quando ele se deslocar de Brasília a outras localidades da Federação ou ao exterior, em alguma aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB). O contrato foi feito sem licitação, de acordo com uma lei que o permite quando houver inviabilidade de competição, em especial para a contratação de serviços técnicos singulares, com profissionais ou empresas especializados.

Por mês, o valor estimado de gasto com a empresa é de R$ 6,2 mil, mas ele depende da necessidade do serviço. O contrato prevê o fornecimento de água mineral, refrigerantes e sucos diversos, cafés da manhã, almoços e jantares, além de bandejas de frutas inteiras e fatiadas. Também estão disponíveis a Mantega sanduíches (de atum, frango e peito de peru), iogurtes, chocolates, sopas e queijos diversos.


A RA Catering também tem contrato com os ministérios das Relações Exteriores, Meio Ambiente, Integração Nacional e com a Advocacia-Geral da União. Destes, o mais caro é com o ministério da Integração Nacional, de R$ 108,6 mil, e o mais barato é o da pasta de Meio Ambiente, de R$ 8 mil. Contas Abertas.



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Preso por fraude teria doado R$ 200 mil à campanha de secretário de Haddad

O secretário do governo de Fernando Haddad (PT), Antonio Donato, é citado em uma escuta telefônica autorizada pela Justiça pelo recebimento de R$ 200 mil do auditor Luis Alexandre Camargo Magalhães. Ele é um dos quatro servidores da prefeitura presos na semana passada por formar um esquema de propinas para sonegação de impostos na gestão Gilberto Kassab (PSD).

O secretário e o valor são citados em uma conversa entre Magalhães e sua ex-amante. "Vou ligar para o Donato amanhã porque eu não liguei para ele ainda. E vou falar: você lembra que recebeu R$ 200 mil do Luis Alexandre para a sua campanha eleitoral?", diz a ex-companheira em um dos trechos da escuta. O secretário nega ter recebido dinheiro do suspeito ou de qualquer outro membro do grupo. O Ministério Público apura denúncia que o montante teria sido usado na campanha de Donato para vereador em 2008. No entanto, o valor relatado na investigação seria a metade, R$ 100 mil.

Insatisfeita com a pensão alimentícia de R$ 700 que recebia do fiscal pelo filho que eles têm, a ex-amante de Magalhães, Vanessa Carolina Alcântara, aparece em vários trechos de escutas feitas durante a investigação da suposta quadrilha. De acordo com o MPE, o auditor tinha renda estimada em até R$ 80 mil por semana com o esquema.

Por causa disso, ela ameaçava delatá-lo e chegou a citar 14 pessoas que iria denunciar. Em uma das ameaças, afirmou que falaria sobre a época em que eles contaram R$ 200 mil em notas no tapete da sala do apartamento da Tuim. Ela disse também, em diálogo gravado em 4 de julho, que denunciaria o ex-companheiro para diversos secretários de governo de Haddad, e novamente cita Donato. Nas escutas divulgadas ontem, Magalhães diz desconhecer o secretário.

As informações devem ser repassadas pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime de Formação de Cartel e à Lavagem de Dinheiro (Gedec) para a Promotoria Eleitoral. Entretanto, se o crime eleitoral ocorreu, já está prescrito de acordo com a legislação. Donato também foi apontado pelo secretário Jilmar Tatto, de Transportes, como responsável pela manutenção do ex-secretário de Arrecadação da Secretaria Municipal de Finanças, Ronilson Bezerra Rodrigues, em cargos de diretoria da atual gestão. Em entrevista, Donato negou a indicação e disse que a nomeação foi feita por Marcos Cruz, secretário de Finanças, mas reconheceu que sugeriu o servidores para Cruz por considerá-lo um técnico capacitado, que ele conhecia por ter mantido contato profissional na época em que presidiu a Comissão de Finanças da Câmara. Jornal O Estado de S. Paulo

 

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