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Pesca de atum ameaça futuro da espécie, diz WWF

A grande quantidade de embarcações atuando na pesca ao atum no Mediterrâneo aumentam ainda mais a pressão sobre o futuro da espécie, já ameçada de extinção, afirmou o grupo Worldwide Fund for Nature (WWF), ONG que defende o meio ambiente, em matéria publicada hoje pela agência Reuters.
A espécie possui um alto preço quando é comercializada para o sushi, comida tradicional da cozinha japonesa, e um acordo internacional estabelece cotas de quanto cada país pode pescar.

Segundo a WWF, um relatório sobre o número de navios pesqueiros na ativa descobriu que pelo menos um terço deles caçam o atum além da cota permitida em acordo.

Para Sergi Tudela, integrante da ONG, o que ocorre é "uma loucura". Segundo ele, as novas frotas de embarcações são tão modernas e caras que alguns pescadores são forçados a pescar ilegalmente para sobreviver.

O atum do Atlântico, que se reproduz no Golfo do México e no Mediterrâneo, custa entre US$ 10 e US$ 15 mil cada no Japão, onde são comidos crus no sushi.

A WWF explicou que as cotas, definidas pela Comissão Internacional de Conservação do Atum do Atlântico (ICCAT, na sigla em inglês), têm seus limites violados. Além disso, muitos países, incluindo Itália, Espanha, Croácia e Líbia, não declaram a quantidade total pescada.

Embora a quantidade real da captura de atum seja difícil de estimar, o grande número de navios indica que a pesca acontece em larga escala.

De acordo com a ONG, apenas 229 dos 617 pesqueiros atuantes no Mediterrâneo cumprem o contingente estabelecido. O relatório apontou que a frota de navios pesqueiros precisaria de 42 mil toneladas de atum apenas para cobrir os custos de trabalho, o que pode representar que 13 mil toneladas são capturadas de forma ilegal.

Redação Terra
 

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