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Ativistas querem impedir matança de 400 cangurus
Ativistas se mobilizam para impedir matança de
mais de 400 cangurus em território do
departamento de defesa australiano, que é
planejada para proteger a grama nativa de
crescimento exagerado. Nesta quarta-feira, o
governo do País recusou intervir na questão.
AP

Cangurus vivem em antiga base naval
"Nós vamos bloquear os portões 24 horas por dia
a partir de sábado para que eles não entrem",
disse Pat O´Brien, presidente da Associação de
Proteção à Vida Selvagem da Austrália.
Os animais, que vivem em uma antiga base naval
em Camberra, capital australiana, devem ser
mortos por injeção letal. As autoridades não
quiseram realocar os cangurus, dizendo que isso
seria cruel com os animais.
O Ministro do Ambiente Peter Garrett rejeitou
acusações de ativistas que disseram que o
governo está sendo hipócrita ao falhar na
proteção aos cangurus e, ao mesmo tempo, ser
contra a matança de baleias no Japão.
Em 2004, uma matança de 900 cangurus pela
construção de uma represa gerou protestos
mundiais. O grupo ambientalista Viva, que tem
apoio do ex-Beatle Paul McCartney, lançou um
abaixo-assinado contra a matança e afirma já ter
recebido apoio de pessoas de 25 países.
Apesar de vários cangurus serem mortos todos os
anos na Austrália, O'Brien disse que os de
Camberra são um caso especial, pois eles ficaram
presos pelas cercas do departamento de defesa e
não poderiam voltar à natureza, mesmo se
quisessem.
"A carne é vendida para ser comida de cachorro
ou exportada para França, Alemanha e Rússia,
basicamente. É uma indústria terrível", disse
O´Brien.
AFP
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