Um roedor
ameaçado de extinção vira
praga no interior do Peru
Um roedor comedor de peixes
que vinha sendo tido como um
dos mamíferos mais raros do
mundo passou a se
multiplicar por causa da
profusão de fazendas
criadoras de peixes no
interior do Peru, e passou a
se tornar uma praga, segundo
um estudo.

O roedor Ichthyomys
stolzmanni conhecido como
"ratazana pescadora" ou
"comedor de peixes de
Stolzmann" já esteve à beira
da extinção. No entanto, o
estudo, publicado na
publicação científica alemã
Mammalian Biology, revela
que a população do animal
cresceu e passou a se tornar
um problema para moradores
da região que habita.
A súbita abundância de
peixes teria facilitado a
alimentação destes animais,
que agora já são
considerados como pragas
pelos funcionários de
fazendas de trutas, ao lado
de papagaios, pombos e
outros roedores.
Raro
O I. stolzmanni, que mede
cerca de 20 centímetros da
cabeça até a cauda, foi
descoberto em 1893, a mais
de 900 metros de altitude em
Chanchamayo, floresta
tropical na região central
do Peru. Sete deles foram
avistados na ocasião.
Mais tarde, em 1920, outros
seis espécimes foram
registrados no Equador, em
uma região de altitude
semelhante. Depois disso, só
houve registro de
avistamento do animal quando
os biólogos peruanos Victor
Pacheco e Joaquin Ugarte
Nuñez, do Museu de História
Natural de Lima, deram
início ao estudo.
Eles conseguiram capturar
quatro roedores na região de
Ayacucho, no Peru, mais de
300 quilômetros ao sul de
onde eles haviam sido
originalmente descobertos, e
em uma altitude mais alta -
cerca de 3 mil metros.
Reclamações da população
local, de donos de terras e
de homens que trabalham nas
fazendas criadoras de peixes
do rio Vinchos, em Ayacucho,
também indicaram que o
roedor está mais presente do
que o que se pensava.
"É uma surpresa descobrir
que o que você achava que
era uma espécie rara já não
é mais".
'Transtorno'
Na pesquisa, os cientistas
chegam a dizer que o animal
se tornou um "transtorno". A
população do local disse a
Pacheco e Ugarte Nuñez que
frequentemente veem os
roedores correndo pela
cidade de Vinchos, e que as
aparições aumentaram desde
os anos 1970, quando cresceu
o número de fazendas de
truta na região.
Eles disseram ainda que o
roedor pescador geralmente
come filhotes de truta nas
fazendas e reduzem a
produtividade dos criadores.
Os trabalhadores tentam
capturar os animais com
redes de pesca ou golpeá-los
com bastões, geralmente sem
sucesso. Muito rápidos, eles
fogem nadando.
O estudo diz que a população
local realizou queimadas nos
gramados próximos ao rio
Vinchos, na tentativa de
destruir o habitat dos
animais.
Adaptação
No entanto, os cientistas
não acreditam que a explosão
no número de roedores
pescadores foi repentina. "É
por causa do aumento das
fazendas de truta que eles
estão mais presentes, mas eu
não acho que (os números)
estão aumentando
rapidamente", afirmou
Pacheco.
"Mas me surpreende a
facilidade com a qual eles
estão se adaptando às
mudanças feitas pelo homem
no meio ambiente. " Ele diz
que poucos espécimes dos
roedores foram encontrados
antes porque eles são
difíceis de capturar ou
porque os pesquisadores
anteriores estavam
procurando nos lugares
errados.
Mas os pesquisadores alertam
para o fato de que, mesmo
com o aumento da população
I. stolzmanni, é preciso que
novos estudos determinem se
espécie continua a correr
riscos. Eles dizem que pouco
se sabe ainda sobre estes
roedores e, assim como
outras espécies aquáticas,
os animais são ameaçados
pelo desmatamento e pela
contaminação dos rios em que
vivem.
Pedimos, por
favor sua atenção;
Novo sistema de governo
(inventado), é (Apolítico).
Se deseja um Brasil justo
sem roubalheiras de
políticos, sem destruição do
meio ambiente, de o seu
apoio no site abaixo.
http://sfbbrasil.org

