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União Européia estuda limitar importação de biocombustíveis
da France Presse, em Bruxelas
Os países que compõe o bloco europeu podem limitar as importações de
biocombustíveis aos países que respeitem as convenções internacionais sobre o
clima e as condições de trabalho, afirma um documento elaborado por um grupo de
trabalho da UE (União Européia).
Uma opção consistiria em aceitar biocombustíveis de países signatários de pelo
menos dez tratados internacionais de uma lista de 12.

Quatro tratados estão relacionados a questões climáticas (incluindo o Protocolo
de Kyoto) e oito se referem a direitos trabalhistas (exploração de trabalho
infantil, liberdade sindical, entre outros).
As disposições excluiriam de fato as compras dos Estados Unidos, que não
aderiram ao Protocolo de Kyoto. Porém, o grupo de trabalho da UE incluiu um
parágrafo que contempla condições "excepcionais" para países que, sem ser
signatários de um tratado, demonstrarem que aplicam as normas exigidas no texto.
Outra opção é obrigar as indústrias a adotar uma série de critérios que vão
desde a elaboração de planos para impedir a contaminação da água e do ar e a
manutenção da qualidade dos solos em respeito às convenções internacionais de
trabalho, passando pela realização de consultas com a população local.
O estudo será apresentado no dia 7 de maio aos embaixadores dos países da UE.
"Há um amplo consenso na UE para incluir critérios sociais e ambientais na
produção de biocombustíveis", afirmou a presidência do bloco.
Os países da UE fixaram a meta de incluir 10% de biocombustíveis em seu consumo
total de combustíveis até 2020.
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