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ONU adverte sobre possível escassez de água na América Latina
O secretário-executivo da Convenção da ONU sobre a Mudança Climática, Yvo de
Boer, advertiu hoje que 100 milhões de pessoas poderiam enfrentar uma "séria
escassez" de água potável na América Latina e no Caribe nos próximos anos.
O analista explicou que o aquecimento do planeta aumentará o risco de inundações
e secas, além de fazer com que os furacões na região sejam "mais ferozes" no
futuro.
Durante o 16º Fórum de ministros do Meio Ambiente da América Latina e o Caribe,
que acontece na República Dominicana, De Boer disse que a mudança climática
causará "danos" à indústria pesqueira da região e alertou que as medidas
necessárias para evitar isso devem ser tomadas imediatamente.
"Os furacões serão mais ferozes, causando mortes, provocando danos na
infra-estrutura, cultivos e na pecuária da região, e se acrescenta a isso uma
mudança na queda de chuvas e um alto risco de inundações e secas", considerou.
De Boer sugeriu que os países da região adotem ações em conjunto para aumentar o
nível de vida de seus moradores e assumam como um "desafio" à mudança climática
que pode impulsionar o desenvolvimento econômico.
"A mudança climática pode ocasionar sérios danos às economias, às sociedades e
aos ecossistemas de todo o mundo", expressou.
Para De Boer, a estratégia contra a mudança climática deve ser acompanhada de
uma mudança "radical" no comportamento econômico mundial, dirigido a "acelerar"
os objetivos de
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