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Aquecimento mundial 'multiplica ameaças', diz relatório
BRUXELAS - A mudança climática está acontecendo agora e a União Européia (UE)
não pode perder tempo para tomar medidas frente ao impacto que o fenômeno terá
na Europa Ocidental, seus vizinhos e aliados, diz relatório preparado para a
reunião dos 27 líderes de bloco, marcada para a próxima semana.
O relatório, do qual a Associated Press obteve uma cópia, refere-se à mudança
climática como um "multiplicador de ameaças" que piorará as tensões e a
instabilidade entre as nações, à medida que enfrentam a perda de terra fértil,
de água, a queda na produção de alimentos, enchentes mais freqüentes, secas
prolongadas e fontes de energia cada vez mais escassas.
O relatório para líderes europeus diz que o aquecimento global acusará não
apenas crises humanitárias, mas também instabilidade política e econômica,
tensões étnicas e a migração "ambientalmente induzida" de milhões de pessoas da
África e do Oriente Médio para a Europa.
A liderança da UE realiza sua cúpula de primavera em Bruxelas, dias 13 e 14 de
março.
Os ministros de Relações Exteriores reúnem-se na segunda-feira e farão uma
primeira discussão do texto e de suas conclusões.
O relatório elaborado pelo chefe de relações exteriores e defesa da UE, Javier
Solana. Autoridades européias dizem que a iniciativa de elaborá-lo foi tomada
após a interrupção de entrega de gás russo para a Europa, em 2006, por conta de
uma disputa com a Ucrânia.
"Estima-se que um cenário de business-as-usual para administrar a mudança
climática custará á economia mundial até 20%" de sua produção anual, enquanto
que "uma ação efetiva e concertada" limitaria a perda a 1%, argumenta o
relatório.
O texto afirma ainda que poluidores e "economias emergentes" devem ser
estimulados a assumir compromissos com um "acordo ambicioso nas Nações Unidas" -
numa alusão aos EUA e a países como Brasil e China.
Estadao
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