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Biocombustíveis podem causar desastre ambiental no golfo do México, diz estudo
da France Presse, em Vancouver (Canadá)
O planejado incremento da produção de etanol derivado do milho nos Estados
Unidos poderá causar um desastre ambiental para as espécies marinhas do golfo do
México, revela um estudo publicado na segunda-feira (10) na edição on-line do "National
Journal of Sciences".
Um aumento da produção de milho vai piorar a chamada "zona morta" do golfo, uma
área de baixo oxigênio onde há pouca vida marinha, disse Simon Donner, geógrafo
da Universidade de British Columbia, no oeste do Canadá.
"A maioria dos organismos não pode sobreviver sem oxigênio suficiente", disse
Donner à agência France Presse. "Todos os organismos que vivem no fundo e que
não podem se deslocar provavelmente morrerão, enquanto os peixes migrarão se
puderem".
Donner e Chris Kucharik, da Universidade do Wisconsin, usaram modelos
informatizados que revelam que o cultivo de milho necessário para cumprir as
metas americanas em matéria de biocombustíveis para 2022 causará um incremento
de 10% a 34% da contaminação por nitrogênio nos rios Mississippi e Atchafalaya,
que desembocam no golfo do México.
Donner destacou que os EUA já produzem quase a metade do milho mundial, em parte
para consumo humano, mas especialmente para alimentar gado e fabricar etanol.
Os autores afirmam que a única maneira de controlar a contaminação por nitratos
e cumprir as metas de produção de etanol é deixar de alimentar o gado com grãos
ou mudando drasticamente as técnicas agrícolas.
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