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Ameaça da mudança climática para segurança é subestimada, diz relatório

da France Presse, em Londres

A reação internacional à ameaça representada pelo aquecimento global para a segurança mundial é "lenta e insuficiente", afirmam pesquisadores britânicos em um relatório divulgado nesta quarta-feira (23).

"Nas próximas décadas, o aquecimento global vai acarretar uma modificação no tema da segurança estratégica, tão importante como o fim da Guerra Fria", destaca Nick Mabey, autor do documento "As respostas da segurança internacional a um mundo exposto ao aquecimento global", do Rusi (Royal United Services Institute).

"Se o aquecimento global não se desacelerar esse será o primeiro fator de conflito dentro dos Estados", adverte o estudo.

O setor da segurança "deve, como conseqüência, tomar iniciativas para apoiar os esforços, visando a uma redução importante das emissões de CO2 como um meio de evitar o pior cenário no tema da segurança", afirma o relatório.

Os pesquisadores comparam o fato de não reconhecer os riscos do aquecimento global a ignorar o risco do terrorismo, ou da proliferação de armas nucleares.

O grupo aponta ainda que as preocupações ligadas ao clima vão trazer "mudanças fundamentais" no panorama geopolítico, modificarão a gestão das relações internacionais e forçarão uma reconsideração dos interesses nacionais.

"As conseqüências climáticas obrigarão a repensar radicalmente a maneira como identificamos e asseguramos nossos interesses nacionais", diz Mabey, acrescentando que a energia e a segurança "dependerão, cada vez mais, de alianças fortes com outros grandes consumidores de energia, como a China".

"Os primeiros sinais dessa resposta estão aparecendo, mas as mudanças necessárias devem ser feitas mais rapidamente do que no passado", alerta.

 


 

 

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