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Gabeira critica reação de Minc e cobra nova estratégia no combate ao desmatamento



O deputado federal Fernando Gabeira (PV-RJ) disse nesta terça-feira que a previsão do ministro Carlos Minc (Meio Ambiente) sobre a Amazônia coloca o país numa situação assustadora. Minc afirmou ontem que "ainda faltam os meses brabos", ao se referir à tendência futura em relação aos níveis de desmatamento na maior floresta do mundo.

"A reação do ministro foi estranha porque ele falou que o pior está por vir. Talvez o ministro tenha se colocado como um homem de oposição nesse momento. O governo não deve nos anunciar que o pior está por vir. O que esperamos do governo é que ele anuncie o que está fazendo para que o pior que não aconteça", afirmou Gabeira, antes de participar do 1º Encontro Nacional da Siderurgia, no Rio.

Para Gabeira, o governo deve reavaliar a tática usada contra o desmatamento e buscar novos caminhos. Ele sugeriu que se adote um projeto de desenvolvimento para a Amazônia, controlado por brasileiros, mas com investimento maciço internacional. O deputado qualificou a atual situação da Amazônia de alarmante.

"Estamos prevendo para agosto um balanço anual de 20 mil quilômetros quadrados perdidos. Isso nos traz de novo aos índices mais altos de desmatamento, apesar dos esforços do governo. Então, começamos a ver que os esforços do governo talvez não estejam sendo bem direcionados", disse.

Gabeira lembrou que, quando foi noticiada a volta da intensidade do desmatamento, o governo adotou uma série de medidas, inclusive repressivas, mas que, pelos dados divulgados ontem pelo Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), não surtiram efeito.

"Acho que é preciso avaliação muito mais ampla do que foi feita porque, quando surgiu a notícia da volta da intensidade do desmatamento, tomaram-se uma série de medidas, algumas delas repressivas. No entanto, o desmatamento aumentou, e o ministro diz que vai aumentar mais ainda. Parece que tudo se passa sem que as medidas tenham nenhuma relação com a possibilidade de diminuir ou de aumentar o desmatamento da Amazônia", comentou.



 

 

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