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Governo do Japão estuda reduzir emissões em até 80%
da Reuters
O Japão afirmou ter o objetivo de cortar suas emissões de gases de efeito estufa
de 60% a 80% até 2050. O primeiro-ministro japonês, Yasuo Fukuda, disse ontem
que a meta será divulgada no próximo ano.
O anúncio foi feito a menos de um mês de o país sediar um fórum de parlamentares
do G8+5 (as oitos maiores potências e cinco grandes emergentes, entre eles o
Brasil). No evento, em Tóquio, o aquecimento global será um dos principais
temas.
Segundo Fukuda, Tóquio também vai contribuir com até US$ 1,2 bilhão para um
fundo multilateral com os Estados Unidos e a Inglaterra que ajudará países em
desenvolvimento a combater o aquecimento global. O Japão é o 5º maior emissor de
gases de efeito estufa.
O primeiro-ministro disse que estima poder cortar as emissões em 14% dos níveis
atuais até 2020, como um aceno para a pressão de definir um firme objetivo como
anfitrião da reunião do G8.
"Ao falar sobre o futuro próximo, nós não podemos mais ter o luxo de encorajar
os outros ou perder tempo jogando um jogo de fixação de metas para propaganda
política", afirmou Fukuda. "É impossível atingir o objetivo sem a participação
dos principais países emissores e sem que todos os países do mundo participem de
alguma forma", disse.
Ambientalistas, entretanto, não ficaram satisfeitos. "Os líderes do G8 precisam
dar passos concretos para um mundo com baixo teor de carbono, e o
primeiro-ministro japonês tem de fazer um esforço para ficar nessa liderança",
disse Kathrin Gutmann, da ONG WWF. "Nesse sentido, Fukuda apresenta apenas uma
visão turva."
A ONG critica o fato de Fukuda ter escolhido como base para as reduções o ano
atual, em vez de 1990 (como fez a União Européia). As emissões do Japão
aumentaram nos últimos 18 anos.
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