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Após matar 70 no Caribe, Gustav volta a virar furacão
A tempestade tropical Gustav, que segue na direção das Ilhas Cayman, se
transformou de novo em um furacão de categoria 1, com ventos de 120 km/h,
informou o Centro Nacional de Furacões (NHC, na sigla em inglês) dos Estados
Unidos, com sede em Miami.
Collin Reid/AP

Jamaicanos observam ponte destruída pelas chuvas causadas por Gustav em Kingston
Na terça-feira, o Gustav já havia virado o terceiro furacão da atual temporada
do Atlântico, e, antes de perder força e se tornar uma tempestade, deixou pelo
menos 70 mortos no Haiti e na República Dominicana.
O furacão deve seguir em direção aos Estados de Mississippi e Louisiana, nos
Estados Unidos, região arrasada há três anos pelo Katrina --que deixou cerca de
1.500 mortos.
Segundo as agências de notícias internacionais, Gustav deixou até agora ao menos
70 mortos por provocar deslizamentos de terras e enchentes na região do Caribe.
EUA
Nos EUA, o governo do Mississippi --cujas autoridades já estão em alerta-- disse
que as vítimas do Katrina que ainda vivem em trailers ao longo da costa devem
começar a retirada neste fim de semana devido à aproximação do Gustav. Trailers
são vulneráveis a ventos fortes.
A tempestade se transformou no terceiro ciclone da temporada de furacões no
Atlântico (de 1º de junho a 30 de novembro) na terça-feira (26) e atingiu o
sudoeste do Haiti com ventos de 150 km/h.
Efe

Imagem de satélite mostra a tempestade Gustav sobre o Caribe nesta sexta-feira;
tempestade voltou a ser um furacão
Quando Gustav chegou a Haiti e República Dominicana como furacão, causou ao
menos 67 mortes e, ao ser rebaixado à categoria de tempestade, matou três na
Jamaica.
Segundo a projeção do NHC, o centro de Gustav está se afastando da Jamaica e
afetará as ilhas Cayman na noite desta sexta-feira. Amanhã, ele avançará à costa
oeste de Cuba para depois emergir no sul do golfo do México no domingo (31).
O centro de Gustav se movimenta em direção a noroeste a 13 km/h e espera-se que
atinja na terça-feira (2) a Louisiana, porém a cidade de Nova Orleans não seria
afetada diretamente.
O olho do furacão estava às 13h (Brasília) de hoje próximo a latitude 18,6 graus
norte e da longitude 78,7 graus oeste, 265 quilômetros ao este-sudeste de Gran
Caimán (ilhas Cayman) e 725 quilômetros ao este-sudeste do oeste de Cuba.
Hanna
Já Hanna, a oitava tempestade tropical da temporada, mantém ventos de 85 km/h e
acredita-se que se transformará em furacão neste fim de semana.
O NHC recomendou às ilhas Turks e Caicos e ao sudeste das Bahamas que observem o
desenvolvimento de Hanna que se desloca a 19 km/h a oeste-noroeste.
A trajetória provável de Hanna, segundo o NHC, mostra que afetaria o arquipélago
das Bahamas a partir da próxima quarta-feira (3).
Meteorologistas da Administração Nacional de Oceanos e Atmosfera (NOAA, em
inglês) previram em agosto que esta temporada seria muito ativa, motivo pelo
qual se formariam de 14 a 18 tempestades tropicais, das quais de sete a dez
poderiam se transformar em furacões.
Com agências internacionais
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